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Aumento para PCDF – Cabe no orçamento?

Em aceno positivo a categoria dos policiais civis do Distrito Federal a equipe econômica do Governo Ibaneis estudo um aumento de 45% escalonado até 2022.

22/01/2019 09h40

Em aceno positivo a categoria dos policiais civis do Distrito Federal a equipe econômica do Governo Ibaneis estudo um aumento de 45% escalonado até 2022. O escalonamento estudado é de 5% até 2019, 10% em 2020, e 30% até o final da gestão Ibaneis, sendo 15% em 2020 e 15% em 2021. Segundo a equipe o Governo teria “fôlego” para conceder os aumentos para categoria.

Não obstante ao pensamento otimista pela equipe do governo, apenas para esta matéria, a realidade é outra. Crise nas finanças. Brigas e acordos para uma melhoria na saúde. Bravatas em relação a recepção de um Estado falido. Reclamações de uma “herança maldita” ora deixada pelo ex Governador Rollemberg. Será que existe este fôlego?

Evidente que aumento a servidores é uma pauta bastante complexa e cara ao Governo. Especialmente a de policiais. Contudo, em momentos de crise financeira, o ideal é analisar concessões em uma dimensão mais factível e real. Cifras que superam a inflação são aumentos reais. Faz-se aumento real quando se tem caixa para tanto. Em casos de crise mais profunda, o aumento deveria seguir a proposta de Temer (quando em exercício da presidência da república): o congelamento. Quando muito, uma reposição inflacionária.

A categoria é a melhor remunerada no país e o aumento é um contrassenso ao equilíbrio fiscal apregoado pela equipe econômica. Trata-se, evidentemente, de uma pauta corporativista.

Neste ensaio não se analisa a importância da categoria. Óbvio que a atuação da PCDF é fundamental no trato da segurança pública, em sua área de atuação. Mas a matéria e plano de fundo é a capacidade financeira do Estado e como ela pode, ou não, sustentar uma máquina que está, a cada dia, aumentando. Chegará a um ponto em que não se terá verba para fazer face a pagamentos.

Administrador, Jornalista, Professor e Pesquisador. Graduado em Administração e Comércio Exterior. Pós-graduado em Direito, Docência e Gestão Pública. Mestre em Economia pela UnB.