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Brasília
Assédio moral contra funcionários da UNB gera revolta

Confira os depoimentos que relatam atraso de pagamento, gritos e até demissões

05/04/2019 18h14

Revisão: Kdu Sena

Funcionários terceirizados da Universidade de Brasília (UNB) se queixam de assédio praticado por um supervisor de portaria. Além disso, estão sofrendo com atrasos no vale transporte, demissões sem motivo entre outros problemas.

Tanto a UNB quanto a Servite – empresa que contrata os terceirizados – afirmam apurar as denúncias do caso.

Um dos casos foi a demissão de uma funcionária que era representante dos trabalhadores – o que não é permitido por lei. O caso foi registrado na Superintendência Regional do Trabalho do Distrito Federal, no dia 18 de fevereiro, de acordo com Francisco Targino, da Central Sindical Popular (CSP).

Confira os casos a seguir:

  • No ano passado, Maria da Flor foi impedida de amamentar seu filho de 4 meses na época. Segundo ela, o supervisor dos porteiros não aceitava a ideia da amamentação e exigiu que a criança fosse alimentada com comida.

“Ele queria que eu desse para o meu filho comida, e não leite. E devido a pressão, eu acabei dando papinha e meu filho teve problemas no intestino.”

  • Maria da Flor também não recebe mais vale-transporte há 3 meses. Além de tudo, alegou que, quando o filho ficou doente, os atestados não foram aceitos e suas faltas foram descontadas de seu salário, deixando Maria sem condição de ir trabalhar.

“Eu estou recebendo entre R$ 200 e R$ 300 de salário e não depositam os vales […]. Tenho que comprar remédio e comida para meu filho e não sobra dinheiro ‘pra’ eu ir trabalhar.”

  • Francisca foi ofendida e negligenciada. Na chácara onde vive, foi picada por uma aranha em 2018. Três dias depois, no trabalho, teve convulsões e desmaiou, um colega e uma fiscal se ofereceram para ajudar Francisca e pediram ajuda para irem ao hospital, mas o supervisor de portarias ordenou que ela fosse “de ônibus e sozinha”.

O que a UNB e a empresa terceirizada afirmam:

A UNB afirma estar em processo de apuração. “Ainda não há prazo para a conclusão da apuração”, afirmou a Universidade.

Ainda segundo a instituição, caso haja comprovação da denúncia, a empresa poderá ser multada e o contrato poderá ser rompido.

A empresa responsável pela contratação dos terceirizados, “Servite” afirmou em resposta ao G1 que abriu uma investigação interna. Também foi informado que supervisor de portarias envolvido nas denúncias já foi afastado de seu cargo para fazer sua defesa.

Fonte: G1.

UnB