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Brasília » Reforma da Previdência
As crônicas da direita contra a esquerda: do embate à glória

Em dia histórico e de muitas emoções, texto da Reforma da Previdência é aprovado.

12/07/2019 10h10 - Por Paulo Rocha e Kdu Sena

Capital Federal, Brasília, 10 de junho de 2019, mais precisamente na Câmara dos deputados. A cidade vinha sofrendo dias e mais dias de temperaturas baixas e o recorde histórico foi marcado nesta semana. Na Câmara, poderia ser mais um dia normal de “Mas o que é isso” de Mária do Rosário (PT-RS), falas engasgadas de Talíria Petrone (PSOL-RJ) ou falas sensatas e cirúrgicas do presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), mas não, não era.

Neste dia frio e de céu azulado aconteceria uma batalha histórica no plenário Ulysses Guimarães, algo que esquentaria aquele dia e faria suar muito quem esteve lutando convicto por seus ideais e interesses do seu eleitorado, acreditando defender o bem-estar da população. De um lado, deputados defendendo ideias liberais e reformas econômicas cruciais para o País, e do outro, uma minoria que marginalizava o cidadão de sucesso e utilizava mentiras para enganar um número limitado de pessoas mediante discursos repetidos e demagógicos. Fora dali, bem ao lado, outra batalha, uma batalha de expressão de contrariedade e desprezo, armados de bandeiras, megafones, paus e pedras, ecoados de muita saliva e ódio contra um pequeno número, mas muito bem treinados, uma batalha de policiais que estavam presentes para manter a ordem e segurança da Casa do Povo. Sim, meus senhores e minhas senhoras, esses foram os ingredientes desse histórico dia de votação do primeiro turno da Nova Reforma da Previdência.

Ao chegar cedo ao Congresso Nacional, percebia-se um esquema de segurança mais aprimorado do que o de outros dias; pontos de checagens de policiais legislativos conferindo cada um que passasse. Se você quisesse chegar ao Salão Verde, seria preciso passar por 3 dessas “blitzs”, porém apenas funcionários da Casa, alguns assessores, pessoas credenciadas e deputados tinham acesso. A apreensão para quem não tinha tais parâmetros era tão grande que, ao entrar, lembrava as jogatinas de videogame, você fazia o impossível para passar de um nível muito difícil, quando passava, ficava procurando um ponto para salvar seu progresso e não perder o que foi conquistado com tanto esforço. No entanto, ao suceder do dia, a segurança foi ficando mais rígida, e devido à hostilização de militantes de esquerda que entraram com ajuda de deputados, eles foram realocados e orientados a evitar qualquer barulho desagradável.

Em seguida, por volta das 15 horas, com a proximidade da votação, alguns interessados populares começaram a se concentrar próximo da entrada do Anexo II. Óbvio, todos queriam entrar, mas já eram aproximadamente 50 pessoas, apenas poucos conseguiram. A discussão foi continuando e o número de pessoas foi aumentando, ao ponto que, desrespeitosamente, integrantes da UNE, Juventude PT, PSOL, Juntos, Ubes, PSTU e sindicatos avançaram contra os policiais, querendo invadir o Congresso. Em um momento de agilidade, fechou-se uma grade, podia-se ver pedras serem jogadas e ofensas direcionadas para alguém que estava ali apenas para cumprir seu trabalho: servir e proteger. No entanto, a polícia só conseguiu dispersar e segurar o tumulto quando usou gás de pimenta contra os vândalos, ninguém ficou ferido. Segundo a projeção da polícia militar, havia aproximadamente 400 a 600 pessoas durante o ato.

As esquerdas, infelizmente, se deram mais uma vez ao exemplo de hostilidade e ódio. Mostraram saber não respeitar as leis, não zelar pelo bem-estar, nem pela segurança de pessoas próximas que pensam o contrário, nem pelo patrimônio público; mostraram não saber dialogar, nem respeitar uma autoridade devidamente regulamentada no exercício de suas funções. Quando estavam impedidas de entrar, recorreram ao ato mais obtuso daquele ato: gritaram em uma única voz: “Machistas, fascistas, não passarão”; ora, quem estava impedido de passar pela porta eram eles e, mais uma vez, a piada veio pronta.

Dentro do Anexo II, no salão e corredor das comissões, as poucas pessoas que passaram não souberam agir com civilidade e respeito. Muitos, ao verem deputados de direita, preferiam hostilizar, vomitar mentiras e ofender, em vez de buscar um diálogo de forma civilizada. “Ora, em pleno século 21, ainda somos obrigados a ver pessoas com atos profanos ou de neandertais”, comentou um funcionário.

O episódio mais constrangedor aconteceu com o deputado Helio Lopes (PSL-RJ), que foi abordado por uma mulher que o ofendia, à medida que ela insistia, outras pessoas se juntaram e formaram um pequeno coro contra ele. O deputado, que foi chamado de “vendido” e “traidor” das causas negras, manteve uma grande calma e controle de suas emoções, mostrou bom humor e disse que aquilo apenas prejudicava eles mesmos. Outros deputados da situação foram hostilizados, mas muitos aproveitaram para participar de transmissões online e concediam entrevistas para promulgar suas ideias e se mostrarem os heróis que o Brasil precisava naquele momento.

Os deputados da oposição, aqueles da esquerda, desfilavam com uma camiseta branca escrita “Reforma não”, além de portarem alguns adesivos distribuídos por seus apoiadores.

Os ânimos permaneceram por todo o dia, sem novas ocorrências.

Entretanto, o MBL Brasília não podia perder esta oportunidade; porque, por volta das 18 horas, no início da noite, um grupo de seis apoiadores do movimento estiveram presentes em frente ao Congresso com uma grande faixa para prestar seu apoio à Reforma da Previdência. “Reforma da Previdência já – MBL” estava escrito na faixa. Posicionados em um cruzamento estratégico, foram muito bem recebidos e agraciados pelos motoristas que viram a faixa estendida. “Essa reforma vai passar, vai ser aprovada”, muitos gritavam.

Foto: MBL Brasília/Divulgação


Neste quórum de votação, cabe chamar a atenção ao número que frequentemente está associado ao lado do atraso do País: 13. Número presente no número de desempregados no Brasil: 13 milhões; no dia considerado perverso, sexta-feira 13; e nos votos contra a Reforma da Previdência: 131.

Seria muita coincidência? Só falta a Reforma ser aprovada sábado, dia 13, para marcar o fracasso acachapante da esquerda radical.

Lembra-se daquela manhã fria e azulada? Pois então, após a aprovação do texto da PEC em primeiro turno, por 379 a 131 votos com 3 abstenções, Brasília terminou mais um dia de sucesso, com as cúpulas do Congresso Nacional iluminado de verde e amarelo, um céu azulado e algumas estrelas, itens da bandeira brasileira.

Imagem: Lucas Tomas/Instagram.