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Escritor de meia dúzia de artigos, comentarista eventual do MBLNews.
TRE rejeita recurso de vereador Cristófaro em caso de doações irregulares

A decisão repercute negativamente no prefeito de São Caetano do Sul que é réu e investigado sob

08/02/2019 11h13

A decisão repercute negativamente no prefeito de São Caetano do Sul que é réu e investigado sob acusações associadas ao caso do vereador paulistano

Nesta quinta-feira (08), o Tribunal Regional Eleitora paulista rejeitou os embargos declaratórios apresentados pelo vereador de São Paulo Camilo Cristófaro (PSB).

O socialista apresentou a medida contra o decisão do Tribunal que negou provimento ao seu apelo e manteve a condenação em caso de fraude em doações durante a campanha eleitoral de 2015.

O vereador paulistano foi condenado por irregularidades nas declarações das doações apresentas à Justiça Eleitoral e determinada a cassação do mandato.

Segundo foi apurado na ação, a campanha do vereador foi beneficiada com uma suposta doação no valor de R$ 6 mil (quase 14% do total) cuja doadora não tinha capacidade econômica.

A doadora chama-se Ana Maria Comparini Silva, tem 84 anos, aufere benefício da previdência no valor de R$ 2.500,00 e aguarda na fila para contemplação em programa habitacional. A conta bancária fonte do recurso inidôneo era administrada por Eduardo Abrantes, chefe de Rita de Cássia Silva em escritório contábil, que era o contador das campanhas do vereador e é réu na ação.

O caso repercute na política de São Caetano do Sul.

O prefeito Auricchio e seu vice-prefeito Vigoski enfrentam acusações de captação irregular de doações durante a campanha para prefeitura em 2015, quando o PSDB era parte na coligação com o PSB, do vereador de São Paulo, durante as eleições.

O MPE identificou doações ilícitas, cujos doadores declarados perante a Justiça Eleitoral não detinham capacidade financeira.

Há investigações relacionadas à mesma doadora do vereador de São Paulo e processo em que se apura a irregularidade em doação no valor de R$ 350 mil à campanha por doadora pensionista do INSS está apenas aguardando a sentença.

A ação contra o Auricchio e Vigoski poderá ter o mesmo destino, o que resultaria em cassação do mandato e inelegibilidade.