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Personal trainer, cota feminina no MBL, formadora de opinião dos meus cachorros e, nas horas vagas, lavo louça.
Toy Story ensinando muito mais do que o valor da amizade

A estreia do último filme da franquia trouxe, além de lagrimas dos fãs, um bom exemplo da beleza do capitalismo.

08/07/2019 20h06

“O capitalismo é responsável pela desigualdade no mundo”

“Ah, mas se não tivessem as grandes potencias exploradoras, o mundo seria um lugar melhor”

Aposto que já ouviu de algum colega “justiceiro social” algo do tipo, não é?

Mas será mesmo? Vamos desenvolver essa ideia de como a estreia de Toy Story 4 traz mais lições sobre o capitalismo do que imaginamos e, possivelmente, bem mais do que aquele seu colega socialista de Iphone.

O último filme da série de brinquedos falantes surpreendeu mais uma vez. Não somente pela história que vem sempre repleta de aventura e transmissão de valores de uma maneira leve e sutil, mas também pela qualidade gráfica. A Pixar inovou novamente! Eles pensaram até nos pelinhos do tecido do cavalo do vaqueiro Wood. Pensaram até mesmo nos arranhões do piso de madeira da casa. E o motivo dessa especificidade é bastante simples: o mercado pira nas inovações. Coisa nova vende! E é isso que os produtores querem… lucro.

Lembrando que o capitalismo é aquele sistema, contrário ao socialismo e comunismo, que se apoia em alguns pilares básicos para existir, como: propriedade privada, acumulo de capitais, lei da oferta e procura, trabalho formal e assalariado e LIVRE CONCORRENCIA DE MERCADO. Dito isso, fica mais fácil entender as falhas na teoria dos colegas citados no início do vídeo. Por que? Veja… o primeiro filme foi muito bom, pioneiro em alguns aspectos e angariou uma legião de fãs. Eles poderiam ter parado por ali, poderiam deixar de inovar, não poderiam? Poderiam. Mas aí teriam um grande problema: os seus concorrentes fariam melhor, aliás, fizeram! Disney e Dreamworks estão sempre competindo por cada nova ou velha criança cativada.

Os trabalhadores assalariados formais utilizaram as propriedades privadas da empresa para responder ao mercado e a concorrência preparando um filme ainda melhor que o anterior. É ou não é uma maravilha ver o capitalismo agindo nas entrelinhas de tudo?

O olho no prêmio, que deveria sempre ter inclinações nobres, evidenciam que o lucro é fator essencial para a motivação. E está tudo bem com isso. O problema não está no acumulo de dinheiro. O problema está em termos governos centralizadores, burocráticos e totalitários que não permitem o acumulo do capital. O astronauta do “ao infinito e além” não tem nada a ver com a fome na África. O chefe de Estado que não permite que o livre comercio se desenvolva em seu país, sim.

Agora vamos sair desse super especifico nicho de mercado de animações infantis para umas coisinhas um pouco mais serias…

A indústria de remédios: são almas bondosas que trabalham incansavelmente para desenvolver novas e melhores drogas por caridade? Ou porque existe concorrência e quem fizer o comprimido para dor de cabeça que funcione mais rápido, o xarope para tosse com gosto de morango mais legal, ou até mesmo quem descobrir a cura de alguma doença, leva uma boa grana com isso? Novamente, a causa pode até ser nobre, mas será que existira motivação sem recompensa?

A indústria alimentícia e outro bom exemplo. Será que teríamos tanta qualidade e quantidade de alimentos nas prateleiras caso não houvesse procura, concorrência e lucro? Eu não sei quanto a vocês, mas eu fico muito contente quando a Ferrero Rocher lança um novo produto. Nada contra os chocolates de guarda-chuva que grudam no céu da boca, mas eu prefiro Nutella.

Eu poderia ficar horas, dando exemplos específicos, dos mais bobos aos mais sérios, de como o capitalismo pode ser magnifico quando bem empregado. Mas por hora… eh isso.

Apenas lembre-se de perguntar da próxima vez àquele seu colega que curte culpar o sistema capitalista pelas dores do mundo se ele assistiu Toy Story 4.