Bacharel em Jornalismo e Direito, Policial Civil, Coordenador Nacional do Movimento Policiais Liberais, Assessor Parlamentar, escritor deste blog, Soldado de D'us e do Movimento Brasil Livre
Secretário da Cultura cita discurso nazista ao anunciar políticas fascistas e acaba demitido

Incrível! É impressionante a capacidade de membros deste governo em fazer bobagens sistemáticas. Parece tratar-se de um programa proposital de dar razão à esquerda e queimar a direita. Se os chamam de nazi-fascistas, eles procuram um jeito de dar munição à narrativa esquerdista. Mas afinal, querem enfraquecer a esquerda ou alimentá-los?

17/01/2020 13h22

O mais novo absurdo de membros do governo Bolsonaro foi a do Secretário da Cultura Roberto Alvim, que, em um discurso extremamente estatista, para anunciar o Prêmio Nacional das Artes, projeto no valor total de mais de R$ 20 milhões,  reforçou a ideia fascista/esquerdista que a cultura deve ser imposta como um programa de governo e não como um processo da manifestação natural e orgânica de uma sociedade. Se o seu discurso ficasse apenas nisso, estaria ruim, mas ele conseguiu piorar. Adaptou um trecho do discurso do ministro de propaganda da Alemanha nazista, Joseph Goebbels, utilizando como trilha sonora a ópera “Lohengrin”, de Richard Wagner, compositor alemão que Hitler adorava e teve grande influência em sua formação ideológica.

Em sua tentativa de piorar ainda mais sua situação, postou em suas redes sociais que foi uma “coincidência retórica” mas defendeu que “a frase em si é perfeita”. E ainda emendou:

“O que a esquerda está fazendo é uma falácia de associação remota: com uma coincidência retórica em UMA frase sobre nacionalismo em arte, estão tentando desacreditar todo o PRÊMIO NACIONAL DAS ARTES, que vai redefinir a Cultura brasileira…. É típico dessa corja. Foi apenas uma frase do meu discurso na qual havia uma coincidência retórica. Eu não citei ninguém. E o trecho fala de uma arte heróica e profundamente vinculada às aspirações do povo brasileiro”.

Reparem no nível de nacionalismo estatizante no conteúdo de sua fala. Impor a cultura que ele acha que o povo aspira, de cima pra baixo, via máquina estatal. Uma justificativa para todo nazi-fascsta e socialista/comunista aplaudir de pé. Uma parte que deixa claro a megalomania intervencionista e dirigista por parte do Secretário é quando ele diz que:

“Ele (Jair Bolsonaro) pediu que eu faça uma cultura que não destrua, mas que salve a nossa juventude. A cultura é a base da pátria. Quando a cultura adoece, o povo adoece junto. É por isso que queremos uma cultura dinâmica e, ao mesmo tempo, enraizada na nobreza de nossos mitos fundantes. A pátria, a família, a coragem do povo e sua profunda ligação com Deus amparam nossas ações na criação de políticas públicas. As virtudes da fé, da lealdade, do autossacrifício e da luta contra o mal serão alçadas ao território sagrado das obras de Arte”.

Reforçou o nacionalismo caricato dizendo:

“Ao país ao qual servimos, só interessa uma arte que cria a sua própria qualidade a partir da nacionalidade plena. Portanto, almejamos uma nova arte nacional, capaz de encarnar simbolicamente os anseios desta imensa maioria da população brasileira, com artistas dotados de sensibilidade e formação intelectual, capazes de olhar fundo e perceber os movimentos que brotam do coração do Brasil, transformando-os em poderosas formas estéticas”.

O que vem a ser o “Prêmio Nacional das Artes”?

Alvim anunciou que o prêmio, cujas inscrições serão abertas ainda em janeiro, o governo vai selecionar cinco óperas (R$ 1,1 milhão para cada), 25 espetáculos teatrais de R$ 250 mil, 50 exposições individuais de R$ 100 mil nas categorias “pintura” e “escultura”, além da publicação de 25 contos de R$ 25 mil, 15 histórias em quadrinhos de R$ 50 mil e músicas de 25 compositores (R$ 100 mil para cada). Ou seja, é a estatização da cultura, tendo como juiz, o Estado brasileiro com a visão de mundo do atual governo. Ou seja, tudo aquilo que combatemos nos governos petistas.

Alvim ainda anunciou que pretende lançar, em fevereiro, um edital para o “cinema sadio, ligado aos nossos valores, com filmes sobre figuras históricas brasileiras e alinhando conservadorismo e arte”. Assim, fechando com chave de lata o show de horror de imposição estatal na cultura, típica de regimes totalitários fascistas e comunistas, subvertendo completamente o que é de fato, a cultura e o papel do Estado dentro desse contexto.

Entorpecidos pelo poder e cercados de lacaios, parasitas, puxa sacos e pelegos, o governo está cada dia mais se descolando da realidade do povo, da classe média que o elegeu e está brincando de ideologia caricata dentro da máquina estatal, deixando de lado a liturgia, a impessoalidade, a tecnicidade, se esquecendo que governam para 210 milhões de brasileiros e não para seus seguidores de facebook.

A esquerda, nesse contexto, deveria ficar calada. Nao são os defensores de Fidel Castro, Che Guevara, Mao Tse Tung, Hugo Chavez, Maduro, Lenin, Stalin e outros ditadores comunistas e genocidas, que devem apontar o dedo para o secretário que citou um discurso nazista, já que não há ninguém mais próximo do nazi-fascismo do que a esquerda. Sem falar que defenderam durante 13 anos de governo petista as mesmas práticas estatizantes na cultura, promovendo o que há de pior e financiando artistas que viravam cabos eleitorais petistas.  

É inadmissível um secretário de governo citar algo relacionado ao nazismo. O nazismo só deve ser relembrado para ser demonizado e para relembrar as atrocidades que cometeu com 6 milhões de judeus e com outras minorias, para que nunca mais volte a acontecer. Jamais algo relacionado ao nazismo deve ser citado para exaltar ou promover políticas. As redes sociais não estão perdoando,  a direita (liberais e conservadores),  esquerda com sua hipocrisia, e obviamente a comunidade judaica, com razão, estão se manifestando, repudiando a fala do agora, ex secretário de governo. Com toda essa pressão, não restou outra alternativa ao Presidente Jair Bolsonaro que não fosse a demissão do Secretário. Quem será o próximo personagem caricato ideológico que esse governo colocará no lugar?

LUCHO ANDREOTTI

Bacharel em Jornalismo e Direito, Policial Civil, Coordenador Nacional do Movimento Policiais Liberais, Assessor Parlamentar, escritor deste blog, Soldado de D’us e do Movimento Brasil Livre