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Estudante interrompido, músico frustrado, cozinheiro irregular e fundador (e membro mais controverso) do MBL - Movimento Brasil Livre.
Puto com a impunidade? Eis o caminho a seguir

Papo reto com o povo indignado

08/11/2019 15h55

Caros amigos, a pergunta que toma todos os grupos de whatsapp Brasil afora é: o que fazer após a (infame) decisão do STF?

Antes de respondê-la, devemos dar dois passos atrás para atacar a causa-maior do atual drama: a desmobilização e o aparelhamento da direita brasileira.

Sim, amigos, não somos mais os mesmos. O brasileiro que saiu às ruas contra o PT, dizendo não ter político de estimação, foi substituído por um petista às avessas, um homem de verde e amarelo capaz de gritar “Bolsonaro eu te amo” enquanto o presidente abandona a luta contra a corrupção.

Deputados do PSL — os mesmos que traíram Bolsonaro nos meses seguintes — organizaram atos de apoio ao presidente para obter dividendos eleitorais, aproximando fanáticos e espantando o cidadão comum indignado com a impunidade. Os três atos por eles protagonizados foram sequencialmente menores, sinalizando a desmobilização do público.

Isso precisa ser colocado na mesa posto que a grande massa de brasileiros que derrubou o PT NÃO PRETENDE SER MASSA DE MANOBRA DE NINGUÉM. O festival de egos e o uso de dinheiro público em manifestações governistas afastou o povo da luta que importa. E o STF percebeu isso, livrando Lula e demais corruptos da cadeia.

Foi preciso esse choque — um verdadeiro tapa na cara — para despertar o brasileiro de sua inércia. Voltamos todos a falar de impunidade, de prisão em segunda instância, de aparelhamento da corte maior. É uma boa notícia.

Mas essa energia cívica não deve ser desperdiçada!

Chega de sair às ruas promovendo políticos, ministros e o presidente! Chega de achar que algum salvador da pátria irá resolver os nossos problemas! Retomemos já o protagonismo do povo!

É sob tal premissa que temos 2 caminhos claros a seguir. O primeiro, mais óbvio, passa pela aprovação da PEC 410 e demais projetos de lei ( Kim protocolou PL nessa linha) que reinstituam a prisão em segunda instância; o segundo, tendo em vista a atuação do STF, é o apoio total à CPI da Lava Toga.

Não é possível dissociar uma coisa da outra: sem a CPI da Lava Toga, o STF permanecerá faceiro e destemido aprontando das suas, especialmente após o acordão que transformou Flávio Bolsonaro em seu refém. E a pressão sobre os deputados e senadores — aos moldes do impeachment de Dilma Rousseff — é estratégia suficientemente conhecida pelo campo anti-petista para obter uma vitória.

É esta a estratégia e o caminho a ser seguido. A vitória é hipótese mais do que provável se voltarmos à velha forma. Se permanecemos no culto, padeceremos. Este é o recado claro para o Brasil indignado com a suprema traição.