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Acadêmico de Direito, filiado ao Cidadania, Editor do MBL News e Comentarista do Café com MBL.
Por que o #Cidadania23?

O Cidadania surge com modernidade na economia, nos costumes, na política e no meio ambiente. O mais puro frescor do debate politico brasileiro em 2019.

22/08/2019 17h03

“E a única forma que pode ser norma

É nenhuma regra ter

É nunca fazer nada que o mestre mandar

Sempre desobedecer

Nunca reverenciar”

Como o Diabo Gosta – Belchior

A política brasileira está esgarçada. Eu precisava participar da renovação de maneira institucional.

Confesso que a minha indecisão para escolher uma sigla durou uns 15 segundos. Hoje, só um partido me representa com quase totalidade: o recém-chegado #Cidadania23, que, usando trecho inicial da sua carta de princípios, “se constrói em oposição à polarização política e a favor do diálogo e da convergência”.

O histórico.

Na década de 80, o sistema socialista soviético chegara ao seu final. Os ideais comunistas se esvaíram, restando um pequeno número de países, como Cuba, Coreia do Norte e China. O Brasil não foi exceção.

O antigo Partido Comunista Brasileiro se dividiu entre duas alas: a de Oscar Niemeyer, Ziraldo e outros partidários do velho comunismo, e a corrente de Roberto Freire, que afirmava que o socialismo revolucionário estava em crise, assim como os regimes comunistas.

A ala de Freire funda o PPS — Partido Popular Socialista, com um pé na social-democracia e outro no socialismo democrático e apoiando, em 1993, uma República Parlamentarista.

Muita água rola. O outrora partido de esquerda vai guinando à direita até fixar-se ao centro.

O antigo PPS apoiou maciçamente propostas como a destituição de Dilma, PEC do Teto e Reforma trabalhista. No governo Bolsonaro, fechou questão pela reforma da previdência e apoiou a MP da Liberdade Econômica. É um novo momento, mas ainda restava um incomodo “s” na sigla.

O advento do Cidadania.

Em março desse ano, em congresso extraordinário realizado em Brasília, o PPS virou Cidadania.

A carta de princípios é de arrepiar o mais gélido liberal, trazendo questões como: “defende a responsabilidade fiscal em respeito aos impostos que são fruto do trabalho dos cidadãos” e “acredita na liberdade como um direito inalienável”.

Não me contive e colocarei mais dois pontos: “defende o fortalecimento das instituições democráticas” e “apoia a sustentabilidade nas suas dimensões ambiental, política e econômica”.

E o Partido NOVO?

A palavra “Partido” tem origem na ideia de um grupo de pessoas que representa uma parte da sociedade. O Novo deixou claro, desde seu início, que a parte que ele escolheu representar é muito pequena. Certamente eu não estou nesta parte.

Outro exemplo das contradições do Novo é a atuação do Ministro Ricardo Salles, do Meio-Ambiente. Para quem pensa que a questão ambiental é “coisa de esquerdista”, as críticas contra Salles têm partido do próprio agronegócio, com medo de sofrer sansões comerciais pela cruzada “anti-verde” ensandecida.

A crise brasileira é mais política do que econômica, faça o seguinte exercício: digamos que aprovemos todas as reformas do Guedes: MP 881, previdência, tributária e afins. Sairemos da crise política? Não.

O Novo está longe de ser o instrumento político que precisamos para mudar o Brasil agora, falta amor pela política no lado laranja da força.

Em 1983, Lulu Santos lançou o álbum “O último romântico”, com brilhante música homônima. Ele pode até ser o penúltimo, porque o último sou eu.

O Cidadania surge com modernidade na economia, nos costumes, na política e no meio ambiente. O mais puro frescor do debate politico brasileiro em 2019.