fbpx
Advogado e coordenador nacional do Movimento Brasil Livre.
Para Tábata, o melhor seria a expulsão!

Calma, calma, não criemos pânico

18/07/2019 11h35

Calma, calma, não criemos pânico. Não estou aqui propondo ou defendendo a cassação do mandato da jovem Deputada, tampouco proponho algum dano ou suspensão de suas atividades. Dê uma chance a este humilde causídico bagunceiro que vos fala e vamos à analise fria como gelo sobre o que está ocorrendo. 

Não é segredo para nenhum brasileiro que tenha acesso mínimo à internet que a Deputada pedetista capitaneou uma debandada humilhante no PDT. Encorajados pela ruptura partidária realizada pela Tabata, sete outros Deputados desrespeitaram as ordens expressas dos coronéis do PDT e votaram a favor da Reforma da Previdência – e temos que concordar que não foram votos comprados, votos políticos; foram votos de convicção. 

E essa convicção, atrelada a uma boa dose de responsabilidade, fez frigir os ânimos do partido. Diriam os mais comediantes que a nova leva de brizolistas fez cair os parcos cabelos do Coronel Ciro Gomes. Mas não é pra menos! 

Além dos votos, da pauta e da reforma, a velha cacicagem perdeu a dignidade e o respeito. Tabata e os sete expuseram as vísceras do PDT, demonstraram que o “D” da sigla representa ditadura, demência, despotismo, enfim, tudo menos “democracia”. 

Enfim, para não estender o longo falatório sobre o quão infeliz é o PDT e seus dirigentes, vamos ao ponto. Por que efetivamente o melhor dos mundos para Tabata e os demais seria a expulsão? A conta é simples! 

Se a política fosse similar ao mercado futebolístico, poderíamos dizer que o passe da Tabata está em alta. Não que ela seja o Neymar, mas talvez um Gabriel Jesus nos tempos de Palmeiras. Juntos dos demais parlamentares, são como um time mediano que venceu a Copa do Brasil, ganharam exposição e atraíram o interesse de outros clubes. 

É exatamente isso que acontece com os oito que afrontaram e desobedeceram Ciro. Com a votação abriram-se as portas dos demais partidos, que passaram a se interessar pelo ingresso dos “brizolistas” dissidentes, que de brizolistas nada têm. 

Até poucos dias atrás acreditava-se que o PDT estaria blefando quanto à possível expulsão, que não seriam loucos para expurgar um terço de sua bancada. Ao que parece a honra perdida fala mais alto que a racionalidade. O coronelismo é o ópio do PDT, que já suspendeu temporariamente os Deputados e sinaliza a provável expulsão. 

Ocorre que, ao contrário do que faz crer o senso comum, a expulsão não significa a perda de mandato, muito pelo contrário; é a alforria tão sonhada. Os parlamentares expulsos nestas condições manterão seus mandatos, poderão se filiar a outra legenda e estarão desobrigados dos ditames do sindicato de coronéis. 

Só perde o mandato aquele parlamentar que desfiliar-se no curso do mandato; neste caso, chamariam o suplemente. Como não é o caso, seriam oito cadeiras a menos para o partido. Oito Deputados livre para pensar, para agir e para votar. Que a expulsão venha, e venha logo. Não há mais espaço para pequenos ditadores na política, a míngua do PDT é a sorte dos oito que romperam as algemas impostas pelos dirigentes.