Bacharel em Jornalismo e Direito, Policial Civil, Coordenador Nacional do Movimento Policiais Liberais, Assessor Parlamentar, escritor deste blog, Soldado de D'us e do Movimento Brasil Livre
Os “palestinos” nunca perdem uma oportunidade de perder uma oportunidade

No dia 30/01, o governo americano anunciou uma proposta de acordo de paz para o Oriente Médio entre Israelenses e Palestinos.

16/02/2020 14h10

Os termos da proposta incluem:

-A criação de um Estado Palestino desmilitarizado. Estado este que já tinha sido votado pela ONU em 1947 mas que nunca foi aceito pelos árabes.

 -Em troca da manutenção dos assentamentos na Cisjordânia, o território da Palestina seria dobrado e uma suspensão de quatro anos da criação de novos assentamentos por Israel. Neste período, os líderes palestinos poderiam negociar os termos para criação do Estado Palestino.

-Um espaço no sul do território israelense seria entregue aos palestinos para indústrias e residências. Com isso, o território palestino teria mais do que dobrado seu tamanho e teria sua capital no leste de Jerusalém a cerca de 1,5 km do muro da cidade velha. Os fiéis de todas as religiões teriam garantido o acesso aos locais sagrados em Jerusalém.

-Injeção de US$ 50 bilhões no Estado Palestino gerando 1 milhão de empregos.

-Anexação do Vale do Jordão a Israel.

-Nenhum palestino ou israelense seria removido de suas casas.

-A Palestina teria acesso aos portos de Haifa e de Hashdod.

Como de costume, a Autoridade Palestina não aceitou a proposta e obviamente, não fez nenhuma contra proposta, afinal, a história nos mostra que o que eles querem não é o Estado Palestino, que nunca existiu, assim como nunca existiu um povo palestino, mas o que querem é apenas destruir o Estado judeu, que ocupa um território minúsculo com uma população extremamente pequena em meio a mais de 20 nações árabes, persas, turcas e curdas, em sua grande maioria muçulmana e hostis à única, pequena e democrática nação judaica.

Por que como de costume? Porque por várias oportunidades, já houve propostas de acordos de paz extremamente favoráveis aos “palestinos”, que foram imediatamente recusadas inexplicavelmente pelos árabes. Apenas em 1988 a OLP tirou de seu programa o objetivo de destruir Israel. O Hamas, que é um movimento islâmico constituído de um braço armado (terrorista) e um braço político (“partido”) que controla a Faixa de Gaza, não tirou de seu estatuto o objetivo de destruir Israel, bem como afirmam que “a terra da Palestina é uma terra islâmica” (capítulo terceiro).

O interessante é que existe no Alcorão (escrituras muçulmanas) muitos textos que relacionam os filhos de Israel, ou seja, o povo judeu, à Palestina. Outra indagação importante é:  Se Jerusalém é importante para o Islã, por que não está no Alcorão? Aliás, Jerusalém sequer é citada no alcorão.
Só perto de 715 d.C é que a cidade foi vinculada como o lugar de ascensão de Maomé sendo acrescida a literatura islâmica.

AS TENTATIVAS DE PAZ SEMPRE FORAM RECUSADAS PELOS ÁRABES

Em 1993, houve os Acordos de Oslo, que trataram-se de um conjunto de acordos firmados na cidade de Oslo, Noruega, entre o governo israelense, representado pela figura de Yitzhak Rabin, e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), representada pela figura de seu presidente, o egípcio Yasser Arafat. Tais acordos contaram com a mediação do então presidente dos EUA, Bill Clinton. Israel passou a reconhecer a OLP como representante dos palestinos e esta, por sua vez, reconheceu o direito de existência de Israel.

Os termos dos acordos de Oslo se estenderia por seis anos (1993-1999), dividido em três etapas: a primeira seria a retirada israelense da Faixa de Gaza e de algumas cidades da Cisjordânia que seriam controladas pela OLP, a segunda seria eleições dentro de três meses, livre trânsito entre os territórios transferidos e a terceira seria a discussão sobre parte dos assentamentos judeus.

A primeira etapa foi concretizada, mas as seguintes foram prejudicadas devido à desconfiança entre os dois lados, pelo conflito entre o Hamas e a OLP, sendo que o Hamas colocava Arafat em descrédito, levando Israel a não ter garantias do compromisso dos árabes com relação aos acordos, já que não havia unidade entre eles, tendo em vista que facções árabes queriam acabar com a OLP, pois não os reconheciam como representantes dos palestinos. Outro fator que prejudicou os acordos foi a questão dos assentamentos que sempre gerou polêmica e conflito entre as partes.

Em 1995, quando participava de um comício pela paz na antiga Praça dos Reis (atual Praça Yitzhak Rabin), em Tel Aviv, Rabin foi assassinado por Yigal Amir, um estudante judeu que se opunha às negociações com os palestinos. Com a mudança de primeiro-ministro após a morte de Rabin, e por todos os motivos mencionados, os acordos de Oslo ficaram prejudicados.                                            

No ano 2000, com ajuda do presidente americano Bill Clinton, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, tentou chegar a um acordo definitivo de paz com a Autoridade Nacional Palestina do EGÍPCIO Yasser Arafat (ressalte-se EGÍPCIO e não “palestino”). Israel fez concessões importantes, como a saída de 94% dos territórios conquistados na Guerra dos Seis Dias, propôs deixar partes de Jerusalém sob controle muçulmano, algo nunca visto antes na história. Arafat, no entanto, recusou a proposta e as negociações fracassaram.

Em 2008, foi a vez do presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas recusar o plano de paz proposto pelo primeiro-ministro de Israel Ehud Olmert. Ressalte-se que Mahmoud Abbas é nascido em Safed (em hebraico Tzfat), cidade do norte de Israel, onde a presença judaica é constante e permanente há milênios.

Em seguida, o Hamas lançou quatro fortes ataques a Israel, em 2008, 2009, 2012 e 2014. Entre 2005 e o conflito de 2014, o grupo terrorista lançou mais de 11 mil mísseis contra Israel.

A insistente recusa da Autoridade Palestina deu protagonismo ao Hamas e abriu espaço para a direita israelense. Após o fracasso das negociações em 2000/2001, o Partido Trabalhista, que fundou Israel, nunca mais venceu uma eleição, ainda que tenham participado de algumas coalizões.

A história nos mostra que enquanto os árabes não cederem, não aceitarem a existência do Estado judeu, o conflito nunca irá acabar. Os líderes palestinos não perdem uma oportunidade de perder uma oportunidade, mesmo às custas das vidas de seu próprio povo que, por culpa de seus líderes, estão condenados a viver em um lugar não devidamente reconhecido e oficializado, sem qualquer estabilidade ou segurança política, social e econômica, sob a influência de terroristas que os utilizam como escudo e como massa de manobra para propagar o terror, vendendo a narrativa que o povo vive assim por causa de Israel e do ocidente, criando assim um círculo vicioso de ódio que avança gerações.

A mídia, a opinião pública internacional e a própria ONU atual insistem em não encarar os fatos como eles são, sem o ressentimento invejoso e a narrativa vitimista de quem nunca aceitou o processo histórico que culminou numa solução diplomática internacional de dois Estados e insiste em enxergar Israel como o lado errado, mesmo com a história se mostrando na cara do mundo todo.

Desde então, sucessivos atos terroristas com mísseis, carros e homens-bomba, esfaqueamentos, ocorrem com frequência. Constantemente fatos são distorcidos para vender a imagem negativa de Israel. Um, das centenas de exemplos, foi o ocorrido em 2009, no episódio da frota de navios contendo “ajuda humanitária” aos árabes palestinos da Faixa de Gaza. Quando os soldados israelenses se aproximaram para inspecionar a carga do navio, foram imediatamente atacados a tiros. Imediatamente a imprensa mundial publicou a notícia de que “Israel teria atacado navios com ajuda humanitária que levava alimentos, vestuários e remédios aos coitadinhos palestinos da Faixa de Gaza”. Em seguida, ficou constatado que os navios estavam carregados de armamentos destinados ao grupo terrorista Hamas. Que tipo de estúpidos seriam os israelenses em atacar um navio com ajuda humanitária? Qual ganho político ou econômico teriam em fazer isso?   

Afinal, o que é ISRAEL e o povo judeu?  Cronologia de 1912 a.C até 67 d.C

É impossível falar do povo judeu sem mencionar aos relatos bíblicos. Importante salientar que independentemente de se acreditar ou não na veracidade de tais relatos, certo é que o povo judeu atual descende daqueles cuja história é contada pelas escrituras, sendo elas verdadeiras ou não, os que contam as histórias bíblicas passaram de geração em geração todo aquele conhecimento. Conhecimento este compartilhado pelos próprios árabes, turcos, persas e outras etnias que possuem a crença no islamismo ou no cristianismo, que nada mais são do que dissidências da primeira religião monoteísta, o judaísmo. Os árabes inclusive surgem justamente dessa ramificação da descendência do povo judeu. Ou seja, nem mesmo os árabes muçulmanos ou cristãos podem negar a história e os relatos bíblicos, já que delas compartilham.

O povo hebreu começa com Abraão em 1812 a.C, que era da Caldéia, no sul da Mesopotâmia, região que corresponde ao atual Irã e Iraque. A palavra hebreu advém de “IVRI” que, em hebraico e nas línguas semíticas, significaria “o povo que está do outro lado”. Segundo a primeira teoria, os babilônios diziam que os hebreus eram “o povo que ficava do outro lado do Rio Tigres e Eufrates”, por isso o nome. A segunda teoria é que quando o povo hebreu já estava no Egito, os egípcios é que se referiram a eles com esse nome, pois eles vieram do outro lado do Rio Vermelho. De toda forma, o significado era o mesmo. Então, Abraão seria o pai dos hebreus e peregrinou para as terras de ISRAEL que, na ocasião, se chamava CANAÃ. Todos os seus filhos nasceram em Canaã (ISRAEL), onde fundam várias cidades e lá se estabelecem.

O filho de Abraão chamado Ismael deu origem às tribos ismaelitas, que são a origem do povo árabe e consequentemente dos muçulmanos.

Outro filho de ABRAÃO, foi ISAAC, e o filho de ISAAC, foi JACÓ, que depois trocou de nome para ISRAEL. Jacó remonta ao ano 1652 a.C.

A partir daí os HEBREUS, descendentes de Jacó, que agora era ISRAEL, passaram a ser conhecidos como ISRAELITAS. Jacó teve 12 filhos, o que futuramente originou as 12 TRIBOS DE ISRAEL, sendo uma delas a Tribo de Judá, que posteriormente vai dar origem ao nome JUDEU. Nessa época o povo israelita já chamava a região em que habitava de ISRAEL, embora outros povos a chamassem de Canaã.

Segundo os relatos bíblicos, posteriormente o povo de Israel desceu ao Egito em busca de alimento e lá foram escravizados.

Segundo ainda os relatos bíblicos, aos 1312 a.C, MOISÉS liberta o povo israelita do Egito e começa o Êxodo visando retornar para Canaã (Israel) que na época era habitada por sete povos semitas, sendo os principais os cananeus, os filisteus e os amalequitas. Desde o começo do retorno, atravessando o deserto, já houve guerra contra os amalequitas. Ou seja, ficou evidente que o retorno de um povo que havia crescido tanto no Egito, não seria pacífico.

O retorno teria demorado 40 anos, ou seja, aos 1272 a.C, o povo Israelita, já sem MOISÉS, retornou sob a liderança de JOSUÉ, que juntamente com os que tinham ficado, conseguem adentrar e conquistar a Terra de Canaã (Israel).

Os israelitas, até então, não tinham um rei. A sociedade era regida por juízes que resolviam os conflitos, sendo que as leis eram norteadas pelas escrituras sagradas.

A nação ISRAELITA era formada por 12 tribos, unidas por laços étnicos, culturais e religiosos, que se aliavam ou batalhavam entre si de acordo com a conveniência.

Nesse período, o povo filisteu era um dos mais fortes da região de Canaã (Israel) e eram os maiores inimigos dos israelitas.

Em seguida, as tribos de Israel se unem e exigem um rei, e o último juiz, Samuel, contrariado, indica SAUL como escolhido para reinar as 12 tribos, assim nascendo a ideia de monarquia israelita. Isso remonta ao ano de 879 a.C .

SAUL reinou por dois anos, sendo sucedido por DAVI que, após ser desafiado pelo Rei dos Jebuseus, conquista Jebus, muda o nome da cidade para JERUSALÉM e a decreta como a capital do Império de ISRAEL. Tais fatos se deram no ano de 877 a.C.

Aos 836 a.C, SALOMÃO, filho de DAVI, assume o reino e constrói o primeiro templo aos 825 a.C. Nessa época o império egípcio e mesopotâmio já estavam fracos, e a grande potência mundial eram os Assírios.

Após outros reis, aos 796 a.C, ISRAEL é dividida em dois reinos. Dez tribos ao norte em um reino, chamado de REINO DE ISRAEL, cuja capital era Samaria e duas tribos ao sul, em outro reino, chamado REINO DE JUDÁ, cuja capital era Jerusalém.

Aos 555 a.C, os ASSÍRIOS conquistam o reino do norte, ou seja, as 10 tribos que formam o Reino de Israel, e que se desintegram e somem do mapa. A localização dessas 10 tribos é um dos maiores enigmas da história e da arqueologia até os dias de hoje. O Reino de Judá continua a existir.

Aos 547 a.C, Senaqueribe, Imperador Assírio, ataca Jerusalém, capital de Judá, mas quem conquista a região posteriormente são os babilônios. Os israelitas do Reino de Judá eram chamados de JUDEUS. Agora que o povo hebreu/israelita tinha sua unidade no Reino de Judá, o termo JUDEU passa a predominar.

Aos 422 a.C, os babilônios destroem o primeiro templo. Parte do povo de Israel é exilado e escravizado na Babilônia.

Posteriormente os babilônios são derrotados pelos persas, que por sua vez, deixam os judeus retornarem para Israel.

Aos 352 a.C, o segundo templo começa a ser construído e parte do povo judeu que ainda estava exilado começa a retornar.

Aos 312 a.C, os gregos vencem os persas e conquistam Israel. Não destroem o templo, mas começam a mudá-lo, profanando-o, por adicionarem ornamentos de idolatria, o que desagrada os judeus.

Aos 167 a.C, ocorre a revolta dos Macabeus, quando os judeus expulsam os gregos de Israel temporariamente.

Aos 63 a.C, os Romanos conquistam Israel e destroem o segundo templo. Dividem o reino de Roma.

A Região de Israel fica com Herodes aos 37 a.C, judeu que trabalha para os Romanos.

Aos 67 d.C ocorre a Grande Revolta contra Roma (episódio de Massada), com a derrota do povo de Israel.

Observem que até esse momento da história não havia “PALESTINA”, povo “palestino” ou islamismo. O povo judeu já estava consolidado na região, mesmo com idas e vindas, há mais de mil anos.

Afinal, o que é a Palestina e quem é o povo palestino? Cronologia de 70 d.C até 638 d.C

No ano 70 d.C, o general romano TITUS com sua tropa, cerca Jerusalém e a mantém sitiada por um tempo considerável, matando muitos judeus de fome. Após enfraquecer aquela população, invade Jerusalém, matando os rebeldes que queriam independência do império romano. Ocorre a destruição do segundo templo e a expulsão de parte dos judeus que sobreviveram. Os romanos passam a chamar ISRAEL de PALESTINA. Uma das teorias acerca da nomenclatura “PALESTINA” é que tal nome deriva de “FILISTEUS”, povo inimigo dos judeus, que habitaram a região no passado, para que o novo nome não lembrasse de forma alguma o povo que ali vivia.

Palestina foi o segundo nome escolhido pelos romanos para denominar aquele território. O primeiro nome teria sido Alitea. Sequer sabemos se os filisteus eram árabes, pois há estudos e descobertas mais aceitas de que eram oriundos de Creta (Craftor). Tal assunto é matéria de intensos debates entre historiadores, arqueólogos e antropólogos.

Nunca houve ou existiu na história um povo palestino, uma nação ou estado palestino detentora ou formadora de um governo ou reinado palestino.

E mesmo quando surge, o nome nada tem a ver com árabes ou com o islamismo que só surge muito tempo depois.

Aos 312 d.C, o Imperador Constantino decreta o catolicismo como a religião oficial do Império Romano.

Vem o Império Bizantino e somente no ano de 610 d.C surge o Islamismo com Maomé, que pregava ao povo na cidade de Meca, cuja fundação é atribuída aos descendentes de Ismael (filho de Abraão), que viveu no deserto de Parã a Arábia. Ou seja, também nada a ver com o território da Palestina/Israel, que não se situa na península arábica.

Os muçulmanos só conquistaram Israel/Palestina aos 638 d.C, e não eram “palestinos” nem se intitulavam como tal, mas sim, eram árabes, da Península Arábica que conquistaram muitos territórios, formando um grande império.

A história do islamismo prossegue sempre com o caráter imperialista e de expansão, tanto em propagar a religião quanto conquistar territórios, passando pela perda do território para os cruzados cristãos, até chegar no Império Otomano que findou após a primeira guerra mundial.

Embora em alguns períodos os muçulmanos aceitassem a convivência pacífica com povos com outras religiões, tais características expansionistas ditaram a trajetória deles, sendo que tais características expansionistas nunca foram vistas no povo judeu que, por princípio, não é proselitista, e tampouco teve o interesse em expandir seu território ou conquistar os territórios que se refugiavam nas diásporas, já que sua ligação histórica, cultural, étnica e religiosa se limitava apenas a terra de Israel, onde sempre estiveram, nunca tendo deixado completamente em toda a história e para onde sempre tiveram o objetivo de retornar e de onde nunca deixaram de estar desde sempre, há milênios, mesmo com as sucessivas perseguições, escravidões e diásporas.

Durante a história, mesmo em quantidade grande e em constante crescimento, o povo judeu nunca buscou tomar as nações que se refugiaram. Como exemplo, a população judaica em Portugal no século XV, por exemplo, era imensa, e em momento algum tentaram conquistar referido país. Mais adiante veremos que, na história recente, sempre que Israel aumentou exponencialmente seu território após as vitórias nas guerras, sempre se retirou, devolvendo as terras conquistadas em nome da paz, pois nunca foi característica do povo judeu se expandir e ser imperialista.

Os califados partiram de Meca, que fica dentro da Arábia. O islã e pan-arabismo são derivados dos mesmos ideias colonialistas e expansionistas. Por isso que é uma grande ironia quando árabes muçulmanos chamam Israel de colonizadores ou imperialistas.

Cronologia de 1095 d.C até 1791 d.C

No ano 1095 d.C inicia-se a Primeira Cruzada católica a fim de reconquistar Jerusalém do controle muçulmano. A Cruzada foi proclamada em 1095 pelo papa Urbano II, e assim tomaram a cidade de Jerusalém em julho de 1099, criando o chamado Reino Latino de Jerusalém bem como outros estados cruzados.

No ano de 1130 d.C os judeus começam a ir para a Espanha. Surge o libelo de sangue, que era a matança de judeus em razão do mito espalhado que dizia que os judeus matavam crianças para usar o sangue para fazer “matsá”, um pão usado nos rituais religiosos judaicos.

No ano de 1348 d.C surge a peste negra. Os cristãos culpavam os judeus que morriam menos. Ocorre que eram os rituais judaicos de higiene que faziam com que os judeus morressem menos dessas doenças. A igreja católica proibia o lucro e a cobrança de juros, então os judeus ocuparam tais atividades e passaram a deter o sistema bancário e, assim, prosperaram.

No ano de 1478 d.C começa a inquisição que começa a ter os judeus também como alvos.

No ano 1492 d.C começa a expulsão dos judeus da Espanha.

No ano 1567 d.C o Imperador da Polônia convida os judeus para migrarem para lá. Os judeus começam a ir para o Leste europeu. Muitas perseguições a judeus começam nessa época também. Nesse ano também houve o florescimento da cidade de Safed em Israel, que desde sempre foi ocupada por judeus, ora em minoria, ora em maioria, mas sem que nunca os judeus deixassem de estar presentes nessa cidade que é o berço da Cabalá judaica, lado místico do judaísmo.

No ano 1654 d.C os primeiros judeus começam a chegar na América.

No ano 1791 d.C os judeus começam a chegar na Rússia e o Czar Russo demarca áreas para os judeus morarem.

A Primeira Grande Aliyah (O primeiro grande retorno dos judeus para a Palestina/Israel) de 1882

Durante o domínio do Império Turco Otomano e a perseguição aos judeus no leste europeu, quando os judeus viraram bodes expiatórios para o Czar Russo que os culpa pelos problemas da sociedade, começam os chamados “pogroms” que eram a perseguição deliberada de minorias étnicas e religiosas, dentre elas os judeus. Assim, começou um grande retorno de judeus europeus à Palestina. Calcula-se que entre 25 mil a 35 mil judeus retornaram. Tal retorno se deu de forma pacífica e legítima, já que os judeus compravam as terras, não havendo nenhum tipo de uso de violência, como conta o livro “Em defesa de Israel” de Alan Dershowitz:

“Com relação aos acontecimentos que precederam a primeira Aliyah em 1882 (a imigração inicial de refugiados judeus europeus para a Palestina), existem mais memórias políticas e religiosas do que fatos reais. Sabemos que sempre houve uma presença judaica em Israel, principalmente nas cidades santas de Jerusalém, Hebron e Safed, e que sempre houve uma pluralidade ou maioria em Jerusalém por séculos. Sabemos que judeus europeus começaram a se mudar para onde hoje é Israel em números significativos durante a década de 1880 – só pouco depois da época em que australianos descendentes de ingleses começaram a deslocar os aborígines australianos, e americanos descendentes de europeus começaram a se mudar para alguns territórios ocidentais, originalmente habitados por americanos nativos. Os judeus da primeira Aliyah não deslocaram os residentes locais por conquista ou por intimidação, como fizeram os americanos e australianos. Legal e abertamente compraram terras – boa parte das quais consideradas não-cultiváveis – de proprietários ausentes. Ninguém que aceite a Austrália como sendo legitimamente uma nação cristã de língua inglesa, ou a América ocidental como parte dos Estados Unidos, pode questionar a legitimidade da presença judaica onde hoje é Israel, de 1880 até o presente. Mesmo antes da divisão feita pela ONU, em 1947, tratados e leis internacionais reconheceram que a comunidade judaica existia na Palestina como questão “de direito”, e qualquer discussão racional do conflito deve ter como premissa que o “conflito fundamental” é de “direito com direito”.

No ano 1894 d.C ocorreu o Caso Dreyfus na França. Dreyfus, judeu, era um general do exército francês, acusado de espionagem e traição, posteriormente verificado que havia sido vítima de uma injustiça. Dreyfus era inocente e sofreu de antisemitismo. Surge Theodor Hertzel, jornalista austríaco judeu que cobriu o caso e passou a defender a tese de que todos os judeus tinham que retornar para Israel pois somente assim as perseguições, escravidões e assassinatos cessariam. Começa assim o MOVIMENTO SIONISTA.

No ano de 1897 d.C ocorre o Primeiro Congresso Sionista na Basiléia-Suíça. Propuseram um Estado judaico na Argentina, no Sul da África e, claro, em Israel, à época denominada Palestina. Por óbvio, a criação do Estado judaico na Palestina (Israel) era a que mais fazia sentido, pois foi lá que o povo judeu surgiu e era lá que sempre estiveram e sempre buscaram retornar, já que o povo judeu nunca tentou se apossar de outras terras que não fossem a deles. Além disso, aquelas terras eram pouco habitadas e o império turco otomano não tinha grandes interesses na região.

Durante o domínio romano, que durou 1400 anos, e o domínio turco, aquelas terras foram palco de inúmeras batalhas promovidas por cristãos querendo o controle dos lugares santos e dos turcos defendendo seu território da invasão. Não se ouvia relato ou menção a um povo palestino até então. Não houve durante todo esse período entre 700 d.C. e 1917 d.C. qualquer estado árabe naquela região, já que o nome “Palestina” nada tem a ver com o povo árabe, já que tal nome foi uma criação romana que dominou a região por mais de um milênio.

A Segunda Grande Aliyah (O segundo grande retorno dos judeus para a Palestina/Israel) de 1904 até 1914.

O segundo grande retorno  do povo judeu para a chamada “Palestina” se deu entre 1904 e 1914, quando aproximadamente 40 mil judeus retornaram a Palestina/Israel, de forma pacífica, comprando terras ou ocupando terras sem dono, sem deslocar ninguém, criando um sistema comunitário de assentamentos agrícolas, dando início ao movimento kibutziano em seguida. Lembrando que na época a região era desolada, muito pouco habitada e de pouco interesse para os muçulmanos.    

Início da PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL 1914 

No ano de 1914, com o início da 1ª Guerra Mundial, é suspensa a imigração judaica para a Palestina.

No ano de 1917 d.C com o quase fim da primeira guerra mundial, surge a Declaração Balfour que foi uma carta do secretário britânico dos Assuntos Estrangeiros, Arthur James Balfour, destinada ao Barão Rothschild, líder da comunidade judaica do Reino Unido. A carta se refere à intenção do governo britânico de facilitar o estabelecimento do Lar Nacional Judeu na Palestina caso a Inglaterra conseguisse derrotar o Império Otomano que, até então, dominava aquela região. A Declaração Balfour foi posteriormente incorporada ao Tratado de Sèvres, que selou a paz com o Império Otomano, e também ao documento que instituiu o Mandato Britânico da Palestina. O documento original encontra-se na British Library.  

A França e a Itália, aliadas da Inglaterra na Primeira Guerra Mundial, ratificam espontaneamente a Declaração Balfour, prevenindo-se de deixar o Oriente sob administração exclusiva do Império Britânico. Ou seja, tal documento ganhou caráter de lei, protegida pelo direito internacional.

Em agosto do ano de 1918, os Estados Unidos ratificam a Declaração.

Com o fim da primeira guerra mundial em 1918, acaba o Império Otomano, França e Inglaterra dividem os territórios conquistados. A Inglaterra passa a controlar a Palestina/Israel. Acabam os 400 anos de domínio turco na região e é assinado o armistício na Palestina e a chancelaria britânica anuncia que os territórios árabes libertados por esforço próprio terão independência completa, surgindo assim vários Estados árabes modernos como a Jordânia, Síria e Líbano.

Em 1919, Weizmann (presidente da Organização Sionista) e Faiçal I ibne Huceine ibne Ali Hachemi (rei do Reino Árabe da Síria ou Grande Síria em 1920 e Rei do Iraque de 23 de Agosto de 1921 a 1933) assinam acordo ratificando a declaração Balfour, condicionada, entretanto, à soberania árabe na região. O acordo ficou conhecido como Weizmann-Faiçal. Faiçal era simpático a existência de um Estado judeu e inclusive menciona a frase “vamos desejar aos judeus um regresso mais caloroso” num documento da época. Faiçal sofreu resistência da elite árabe na ocasião. 

1920 – CONFERÊNCIA DE SAN REMO

Convocada pelos vencedores da guerra, o Conselho dos países Aliados, outorga mandatos à Grã-Bretanha e a França determinando a atribuição de mandatos para administração dos territórios dominados anteriormente pelo império turco otomano. A Grã Bretanha detém a Palestina (inclusive a margem leste do rio Jordão) e o Iraque, a França fica com o Líbano e a Síria.

A conferência confirmou, dentre alguns outros, a Declaração de Balfour, de 2 de novembro de 1917, pela qual o governo britânico assumira o compromisso de estabelecer o Lar Nacional Judeu na Palestina, sem prejuízo dos direitos civis e religiosos da população não judaica da região, garantindo assim a preservação do povo judeu que sempre ocupou aquelas terras e que foi, tantas vezes, expulso de suas terras e perseguidos nos países aonde se refugiaram. Finalmente poderiam retornar e viverem em paz em sua terra original.

Ocorre aumento da imigração judaica, gerando protestos do Congresso Palestino Árabe, que vão reclamar a Churchill, então ministro das Colônias. A Inglaterra publica livro branco negando a intenção de criar uma Palestina judaica.  Vemos aqui o primeiro incômodo do mundo árabe com a migração judaica para o oriente médio após 400 anos de domínio turco otomano. Mesmo que de forma pacífica e legítima o retorno massivo de judeus à região, os árabes começam a se incomodar.

O documento da Conferência de San Remo que estipulou o mandato britânico para a região, trazia os seguintes artigos que valem mencionar:

“Artigo 2: O Mandatário será responsável por colocar o país em condições políticas, administrativas e econômicas que garantam o estabelecimento do lar nacional judaico, conforme estabelecido no preâmbulo, o desenvolvimento de instituições autogovernadas e também a salvaguarda dos direitos civis. e direitos religiosos de todos os habitantes da Palestina, independentemente de raça e religião.

Artigo 4: Uma agência judaica apropriada deve ser reconhecida como um órgão público com o objetivo de assessorar e cooperar com a Administração da Palestina em assuntos econômicos, sociais e outros que possam afetar o estabelecimento do lar nacional judaico e os interesses da população judaica na Palestina e, sujeito sempre ao controle da Administração, para auxiliar e participar do desenvolvimento do país. A organização sionista, desde que sua organização e constituição estejam na opinião do Mandatário apropriado, será reconhecida como tal agência. Deverá tomar medidas em consulta com o governo de Sua Majestade Britânica, para garantir a cooperação de todos os judeus que estiverem dispostos a ajudar no estabelecimento do lar nacional judaico.

Artigo 5: O Mandatário será responsável por garantir que nenhum território da Palestina seja cedido ou alugado ou de alguma forma colocado sob o controle do governo de qualquer potência estrangeira.

Artigo 6: A Administração da Palestina, assegurando, ao mesmo tempo, que os direitos e a posição de outros setores da população não sejam prejudicados, facilitará a imigração judaica em condições adequadas e encorajará, em cooperação com a Agência Judaica mencionada no Artigo 4, uma estreita colonização por judeus na terra, incluindo terras do Estado não necessárias para uso público.

Artigo 7: A Administração da Palestina será responsável pela promulgação de uma lei de nacionalidade. Serão incluídas nesta lei provisões estruturadas para facilitar a aquisição da cidadania palestina por judeus que residem permanentemente na Palestina.

Artigo 13: Toda a responsabilidade em conexão com os Lugares Sagrados e edifícios ou locais religiosos na Palestina, incluindo a de preservar os direitos existentes e garantir o livre acesso aos Lugares Sagrados, edifícios e locais religiosos e o livre exercício de adoração, garantindo os requisitos de ordem pública e decoro, é assumido pelo Mandatário, que será responsável exclusivamente pela Liga das Nações. em todos os assuntos relacionados ao presente, desde que nada neste artigo impeça o Mandatário de celebrar os acordos que ele considere razoáveis ​​com a Administração com o objetivo de implementar as disposições deste artigo; e desde que nada neste mandato seja interpretado como conferindo à autoridade obrigatória a interferência no tecido ou na administração de santuários sagrados puramente muçulmanos, cujas imunidades são garantidas.”

Em 1920, o Conselho da Liga das Nações nomeou a Grã-Bretanha como encarregada da administração das terras da Palestina/Israel. As fronteiras dessas terras, foram definidas pela primeira vez em muitos séculos. Até então, sob o Império Otomano, os limites da terra não haviam sido definidos porque fazia parte de outros grandes distritos otomanos como o distrito de Damasco e não era uma unidade política distinta. O termo “Palestina” que foi escolhido para este mandato, foi baseado no termo “Palestina” que foi dado pelo Império Romano, ou seja, nem os otomanos chamavam a região assim, pois Palestina nada significava para eles.

O território do mandato britânico incluía terras nos dois lados do rio Jordão, abrangendo os países atuais de Israel e da Jordânia. Cerca de 77% desse mandato estava a leste do rio Jordão e, em 1921, a Grã-Bretanha criou ali uma entidade administrativa separada, chamada Transjordânia.

Importante salientar que o documento elaborado nesta conferência, possui status de lei para o direito internacional. Isso será importante para quando chegarmos na parte que fala dos “assentamentos judaicos ilegais”.

Em 1921, ocorrem violentos conflitos ente árabes e judeus em Jafa. Colônias judaicas são atacadas por beduínos. Os judeus criam uma organização paramilitar denominada Haganá (significa defesa em hebraico), embrião do futuro Exército de Israel.

Em 1928 houve a criação da Agência Judaica, encarregada pela organização das terras compradas de latifundiários do Líbano e da Síria através de um Fundo Nacional Judaico.

Em 1929 os árabes atacam as plantações de terras de judeus pelo interior e os ingleses precisam intervir.  

Em 1930 os britânicos divulgam um novo Livro Branco, chamado Passfield, desfavorável à imigração judaica e os líderes sionistas protestam.

No ano de 1933, Hitler assume o poder na Alemanha, provocando aumento da migração judaica para a Palestina. Judeus alemães tentam fugir para os EUA e Cuba, mas são impedidos e obrigados a voltar para a Alemanha, aonde foram vítimas do Holocausto nazista.

Em 1935, os chefes de partidos árabes, apresentam ao governo britânico uma série de reivindicações como, um parlamento com representação proporcional e a suspensão da imigração judaica, já que os judeus já constituíam 30% da população na região. O plano era parecido com outro proposto pelos ingleses em 1922, que na ocasião foi recusado pelos árabes. Desta vez são os judeus que recusam.

Em 1936, os árabes fundam o Alto Comitê Árabe com forte influência da propaganda nazista, antibritânica e antijudaica e, após alegarem a morte de árabes em Tel Aviv, ordenam ataques a judeus e deflagram uma greve geral.

Em 1937, uma comissão de investigação chamada Comissão Peel propõe o primeiro plano de partilha da Palestina, que desagrada os árabes que declaram guerra contra os judeus e ingleses. Com isso, o governo britânico proibiu o funcionamento do Alto Comitê Árabe e inicia a deportação de vários líderes. Como podem observar, os britânicos, ora, agradavam os árabes, ora agradavam os judeus, gerando assim, conflitos. Nesse mesmo ano, é criada a organização armada judaica, IRGUN, que praticou atos violentos contra autoridades inglesas.

Em 1938, os britânicos divulgaram um novo livro branco, mais favorável aos árabes, chamado agora de “MacDonald”. No referido livro, constava a limitação da compra de terras por judeus e a redução de sua imigração a 75 mil pessoas em cinco anos e em seguida, a proibição da imigração judaica.

Em 1939, surge a organização de judeus denominada Lehi ou Grupo Stern, que constituiu uma dissidência do Irgun. Organização que defendia os interesses judaicos na região e, por vezes, praticavam atos violentos, considerados atos terroristas por muitos. Com início da 2ª Guerra Mundial instaura-se entre as comunidades árabe e judaica uma trégua. A tensão agora era com as autoridades britânicas que ao pender ora para um lado, ora para o outro, ganhava a animosidade dos dois lados. A imigração clandestina de judeus europeus desesperados por causa do nazismo, começou a aumentar nessa época.

Em 1942, 600 líderes sionistas se reúnem em Nova York e adotam o chamado Plano Biltmore, que tinha dois objetivos, sendo eles, o controle da imigração pela Agência Judaica e a instituição de um Estado judaico na Palestina. Nesse mesmo ano, é decretado pelo governo nazista a chamada “SOLUÇÃO FINAL” que era o assassinato em massa de todos os judeus.

No ano de 1945 acaba a segunda guerra mundial com o genocídio de mais de 6 milhões de judeus. É criada a Liga das Nações que veio a se tornar posteriormente, a ONU.

O governo americano passa a defender a imigração ilimitada de judeus para a Palestina. No mesmo ano, é criada a Liga dos Estados Árabes.

Em 1946, houve o reinício da imigração judaica em larga escala. Nesse mesmo ano, o grupo sionista denominado IRGUN, promove um ataque a bomba no Hotel King David em Jerusalém. O ataque matou 91 pessoas (28 britânicos, 41 árabes, 17 judeus e 5 outros mortos) e ferimentos graves em outras 45 pessoas. Muitos dizem que tratou-se de um atentado terrorista, outros defendem que não, pois o hotel servia de residência dos familiares e funcionários do governo britânico na Palestina e o objetivo do ataque era destruir planos que comprometiam a posição e estratégias de grupos paramilitares como o Irgun e a Haganá, e não a morte de civis.

Em seguida, surge a proposta de um plano de um governo federal, com províncias árabes e judaicas, com controle migratório. Apresentado no Parlamento britânico, tal proposta não foi aceita pelos Estados Unidos. O governo inglês faz um convite para representantes de árabes e judeus se reunissem em Londres para uma conferência sobre a Palestina, porém, ambas as partes não aceitaram. Na ocasião, ambos os lados estavam irredutíveis.

Em 1947, o Reino Unido resolve entregar a solução da questão da Palestina para as Nações Unidas, já que o mandato britânico para a região estava terminando. Em maio de 1947, foi criado o Comitê Especial da ONU para a Palestina (UNSCOP), composta por representantes de onze países. No dia 29 de novembro, após muitos debates, manobras e pressões de ambos os lados a ONU aprovou por 33 votos a favor, 13 votos contra e 11 abstenções o plano de partilha da Palestina em dois Estados. Um Estado judeu e um Estado árabe. Os países árabes foram contra, por achar que o plano favorecia os judeus. Alegação que vamos tratar mais adiante. Muitos distúrbios aconteceram em seguida.

No dia 14 de maio de 1948, ao final do mandato inglês, David Ben Gurion proclama a criação do Estado de Israel. O novo Estado foi imediatamente reconhecido pelas duas grandes potências da época, os EUA e a URSS.

AS GUERRAS PÓS CRIAÇÃO DO ESTADO DE ISRAEL

No dia seguinte a criação do Estado judeu, os exércitos árabes da Síria, Transjordânia, Líbano, Iraque, Iêmen, Jordânia, Arábia Saudita e Egito, não aceitando a decisão da ONU, invadem ISRAEL. As forças israelenses vencem os exércitos árabes. Em fevereiro, Israel e Egito assinam um armistício, seguindo-se depois acordos de cessar-fogo com os outros países. Israel sai dessa primeira guerra com um território bem maior do que lhe destinava o plano de partilha da ONU. Cabe consignar que o ataque a Israel não partiu dos árabes que moravam em Israel mas sim de países árabes afastados que não tinham qualquer relação com aquelas terras.
Israel amplia seu território até 1967. Foi a chamada GUERRA ÁRABE ISRAELENSE.

No primeiro plano de divisão dos dois estados, deram quase toda a região sul para os judeus, que era basicamente um deserto. Jerusalém era território internacional, controlado pela ONU. Mesmo assim, os judeus aceitaram e os árabes jamais aceitaram. A história mostrou que nenhum arranjo de dois estados seria aceito pelos árabes. Sendo assim, qualquer acordo seria impossível.

Importante salientar que a própria Síria, Líbano e Jordânia eram países recém-criados após a queda do império turco otomano, ou seja, assim como a criação desses países, Israel e Palestina também foram criados nesse processo histórico de pós-guerra. Porém, o único país não aceito pelos árabes foi o estado judaico, deixando claro que a questão era puramente ideológica e religiosa e não por realmente tratar-se de algum tipo de agressão a soberania de qualquer povo, pois vários países foram criados nesse mesmo contexto.

Os residentes árabes que não aceitavam o Estado de Israel ou que foram convencidos pelos líderes árabes a não permanecer ali, foram para campos de refugiados na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, e os árabes que aceitavam o estado de Israel permaneceram e foram aceitos como cidadãos estrangeiros, devidamente legalizados e com plenos direitos, vivendo num país livre, próspero e democrático como ocorre até os dias de hoje.

Cerca de 600 mil palestinos abandonaram suas casas voluntariamente acreditando na promessa da Liga Árabe que a vitória contra Israel seria concretizada. Os jordanianos mantiveram as terras que pertenciam aos palestinos como sendo suas. Após perderem o confronto, os jordanianos mantiveram consigo as terras destinadas aos palestinos e durante quase 20 anos não as devolveram.

Governos nacionalistas tomam o poder nos países árabes como Síria e Iraque nos anos 50, iniciando o movimento chamado PAN-ARABISMO, que tinha como intuito unir o mundo árabe e acabar com Israel.

Em 1956, Gamal Abdel Nasser, comandante militar do Egito, fecha o canal de Suez, cobrando imposto para passarem. Inglaterra e França se juntam a Israel, e fazem uma ofensiva contra o Egito que era apoiado pela Síria. Israel toma quase todo o Egito. Era a chamada GUERRA DE SUEZ ou GUERRA DO SINAI.

Em 1964 é criada a OLP (Organização para a Libertação da Palestina) se auto declarando a única organização política e paramilitar como a única representante legítima do povo palestino. Tal instituição foi criada por Nasser e Arafat, que eram egípcios. Oras, quem são os tais palestinos afinal? São egípcios?

Cabe consignar que até então, não existia nenhuma “causa palestina”, pois era consenso de que nunca existiu um “povo palestino”. Foi a partir de 1964 que o mundo árabe começou a vender a narrativa de “povo palestino e causa palestina”.

No dia 5 de junho de 1967, começa a chamada GUERRA DOS SEIS DIAS. Doze países árabes planejam atacar Israel. O serviço de inteligência israelense descobre e faz um ataque preventivo. Jerusalém fica, finalmente, sob controle israelense. O território israelense ficou seis vezes maior, o que possibilitou acordos de paz com os países árabes para ir devolvendo as terras. Israel descobriu petróleo no Sinai. Ao devolver as terras para o Egito, em nome da paz, deixou o Petróleo para eles. Isso mostra muito sobre os dois lados da história.

Além de devolver o Sinai para o Egito, devolveu também terras para Jordânia em troca de paz. Israel não saiu de Jerusalém, pelo que representa aquela cidade que é a capital do povo judeu desde 877 a.C, bem como também não devolveu a Colina de Golã, pois a Síria não aceitou fazer um acordo de paz com ISRAEL. Israel conquistou tantas terras que chegou a atravessar o Canal de Suez (mar vermelho) e fincou bandeira Israelense na cidade de SUEZ no continente africano. Devolveu as terras em nome da paz que até a presente data continua com o Egito. Tudo isso só prova que Israel nunca foi expansionista, imperialista ou colonizador, sempre buscando permanecer apenas em sua terra original.

Ressentidos com as derrotas em todas as guerras que tentaram empreender contra ISRAEL, ataques terroristas começam a ocorrer, dentre eles o MASSACRE DE MUNIQUE nas olimpíadas de 1972 na Alemanha, quando terroristas do Setembro Negro assassinaram cerca de onze atletas israelenses.

Na esteira desse ressentimento pelas derrotas, Egito, Síria e Iraque resolvem atacar ISRAEL no dia sagrado de YOM KIPUR em 1973, aproveitando-se da mobilização reduzida das forças militares israelenses e da desmobilização total do povo judeu que estava focado nos rituais religiosos. ISRAEL, com sua Primeira Ministra Golda Meir, vence novamente de forma milagrosa já que o número de militares, tanques, aviões e armas dos árabes era infinitamente maior, na chamada GUERRA DE YOM KIPUR.

A partir daí, ao perceberem que seria difícil vencer ISRAEL em guerras regulares através de forças armadas, os árabes começam a incentivar os civis a se rebelarem e praticar atentados terroristas.

Outro fato importante nos anos 70, foi a OPERAÇÃO ENTEBBE, de 1976, na qual um avião comercial israelense foi sequestrado e levado a cidade de Entebe-Uganda, onde o ditador daquele país deu suporte aos sequestradores. As forças israelenses conseguiram resgatar os reféns numa operação incrível e milagrosa.

Além de atentados terroristas, as lideranças árabes começam a incentivar os civis a se rebelarem para culpar Israel, quando estes reagissem, para que os árabes pudessem vender ao mundo a narrativa de que os israelenses são maus e oprimem civis.

A primeira insurgência civil foi chamada de PRIMEIRA INTIFADA em 1987. Intifada significa “revolta, levante, agitação”, que nada mais era do que jovens atirando paus, pedras e coquetéis molotov contra os militares israelenses, assim conhecida também como GUERRA DAS PEDRAS. Ideia romantizada para vitimizar os árabes, demonstrando assimetria de forças, já que, ao reagirem, os israelenses eram taxados de opressores, passando ao mundo a imagem de fragilidade dos árabes contra o poderio militar de Israel. Propaganda vendida até hoje pela máquina de propaganda palestina que ficou conhecida como “PALLYWOOD” com inúmeros registros de civis árabes sendo maquiados com sangue, deitados simulando estarem mortos após reações de Israel contra os mísseis “KASSAM” lançados pelos árabes contra território israelense. A chamada SEGUNDA INTIFADA ocorreu no ano 2000.

Até os dias de hoje, constantes ataques com homens e carros bombas, facas, mísseis e até o uso de bexigas com bombas presas a objetos e até a brinquedos, são usadas pelos terroristas, visando a morte de qualquer civil israelense, até mesmo crianças.

A QUESTÃO DOS ASSENTAMENTOS

A região conhecida como Cisjordânia situa-se onde era a Judéia e Samaria, ou seja, berço do judaísmo, com a presença constante de judeus há milênios. Se em Israel há cidades árabes e milhões de árabes, por que na Judéia não pode haver casas de judeus?

Além disso, a presença judaica na Cisjordânia foi reconhecida como legítima no Mandato para a Palestina adotado pela Liga das Nações em 1922, que previa o estabelecimento de um estado judeu na antiga pátria do povo judeu.

No documento que determinava os mandatos estipulava especificamente no artigo 6 o seguinte:

“A Administração da Palestina, assegurando, ao mesmo tempo, que os direitos e a posição de outros setores da população não sejam prejudicados, facilitará a imigração judaica em condições adequadas e encorajará, em cooperação com a Agência Judaica mencionada no Artigo 4, uma estreita colonização por judeus na terra, incluindo terras do Estado não necessárias para uso público”.

Alguns assentamentos judeus, como em Hebron, existiram ao longo dos séculos do domínio otomano, enquanto assentamentos como Neve Ya’acov, norte de Jerusalém, o bloco Gush Etzion no sul da Judéia e as comunidades ao norte do Mar Morto foram estabelecidos sob Administração obrigatória britânica antes do estabelecimento do Estado de Israel e de acordo com o mandato da Liga das Nações.

Por mais de mil anos, a única administração que proibiu o assentamento judaico nessas áreas foi a administração da ocupação jordaniana, que durante os dezenove anos de seu governo (1948-1967) declarou a venda de terras aos judeus uma ofensa capital. O direito dos judeus de estabelecer casas nessas áreas, e os títulos legais privados das terras adquiridas, não podiam ser invalidados legalmente pela ocupação jordaniana.

Essa é outra contradição dos detratores de Israel, pois estes não questionam a Jordânia por ocupar em 1948, mediante invasão armada o território do mandato britânico estabelecido em 1920 na Conferência de San Remo, terras onde haviam judeus e propriedades e terras de judeus. E lá permanecem até hoje, mas a opinião pública internacional se cala, apontando os dedos apenas para Israel e seus supostos “assentamentos ilegais”.

Em nenhum momento da história, Jerusalém e a Cisjordânia estavam sujeitas à soberania árabe palestina. O que está em questão é o direito dos judeus de residir em sua antiga pátria, ao lado das comunidades árabes palestinas, em uma expressão da conexão de ambos os povos a esta terra.

O Direito Internacional Humanitário (DIH) ou as Leis de Conflitos Armados (LOAC) proíbe a transferência de segmentos da população de um estado para o território de outro estado que ocupou após conflito armado. Essa regra consta no artigo 49 (6) da Quarta Convenção de Genebra (1949), logo após a Segunda Guerra Mundial, como resposta a eventos específicos que ocorreram durante a guerra, visando proteger a população local dos deslocamentos, como ocorreu com relação às transferências forçadas de população na Tchecoslováquia, Polônia e Hungria antes e durante a guerra. Tal norma não se aplica a territórios como a Cisjordânia, já que não havia propriedade legítima anterior, não havendo ilicitude no caso de judeus estabelecendo voluntariamente lares e comunidades em sua antiga pátria ao lado das comunidades palestinas. Sendo assim, o direito judaico de assentamento na área é equivalente em todos os aspectos ao direito da população local de morar lá.

O artigo 49 (6) referente à transferência forçada de população para território soberano ocupado não devem ser confundidas com o retorno voluntário de indivíduos às cidades e vilas das quais eles ou seus ancestrais foram expulsos à força, bem como não proíbe a ida de indivíduos para terras que não estavam sob a soberania legítima de nenhum estado e que não estavam sujeitas à propriedade privada.

Isto posto, os assentamentos israelenses na Cisjordânia foram estabelecidos somente após um processo exaustivo de investigação, sob a supervisão da Suprema Corte de Israel, e sujeitos a apelação, destinada a garantir que nenhuma comunidade seja estabelecida ilegalmente em terras privadas.

Embora os assentamentos não violem os termos do artigo 49 (6) da Quarta Convenção de Genebra, foi introduzida a noção de que tais assentamentos constituem uma “violação grave” ou um “crime de guerra”, como resultado da pressão política dos Estados Árabes, nos Protocolos Adicionais às Convenções de Genebra de 1977, dos quais os principais Estados, incluindo Israel, não fizeram parte, não refletindo o direito internacional consuetudinário.

Em termos legais, a Cisjordânia é um território sobre o qual existem reivindicações concorrentes que devem ser resolvidas nas negociações do processo de paz, e, de fato, tanto os israelenses quanto os palestinos tem reivindicações válidas para pleitear a titularidade deste território com base não apenas na conexão histórica judaica e na residência de longa data nesta terra, sua designação como parte do estado judeu sob o mandato da Liga das Nações e o direito legal de Israel de garantir limites, mas também no fato de que o território não estava anteriormente sob a legítima soberania de nenhum estado e ficou sob o controle de Israel em uma guerra de legítima defesa que foi a GUERRA DOS SEIS DIAS. Ao mesmo tempo, Israel reconhece que os palestinos também têm reivindicações nessa área. É por esse motivo que os dois lados concordaram expressamente em resolver todas as questões pendentes, inclusive o futuro dos assentamentos, em negociações bilaterais diretas com as quais Israel permanece comprometido, inclusive propondo acordos desde o ano 2000 nesse sentido, sempre recusados pela outra parte.

Acordos Israelense-Palestinos

Os acordos bilaterais entre Israel e os palestinos, não contêm proibição de construir ou expandir assentamentos. Pelo contrário, está previsto especificamente que a questão dos assentamentos tenha status de negociação permanente, refletindo o entendimento de ambos os lados de que esse problema só pode ser resolvido juntamente com outros problemas de status permanente, como fronteiras e segurança. De fato, as partes concordaram expressamente – no Acordo Provisório Israel-Palestino de 1995 – que a Autoridade Palestina não tem jurisdição ou controle sobre assentamentos e que os assentamentos estão sujeitos à jurisdição israelense exclusiva enquanto se aguarda a conclusão de um acordo de status permanente.

Foi alegado que a proibição, contida no Acordo Provisório (Artigo 31 7), contra medidas unilaterais que alteram o “status” da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, implica numa proibição. Na verdade foi acordado, a fim de impedir que ambos os lados adotem medidas que pretendam alterar o status legal deste território, como anexação ou declaração unilateral de estado, enquanto se aguarda o resultado de negociações permanentes sobre o status dos territórios. Não é o caso dos assentamentos, que não tratam-se de anexação, nem de declaração de Israel que tais áreas lhes pertencem. Não trata-se de proibição de que nenhum dos lados tem permissão para construir casas para acomodar as necessidades de suas respectivas comunidades até que as negociações permanentes de status sejam concluídas com sucesso.

Nesse sentido, a decisão de Israel de retirar todos os assentamentos da Faixa de Gaza e alguns na Cisjordânia do Norte, no contexto do Plano de Desengajamento de 2005, foram medidas israelenses unilaterais diplomáticas, e não o cumprimento de uma obrigação legal.

As tentativas de apresentar os assentamentos judaicos na antiga Judéia e Samaria (Cisjordânia) como de natureza ilegal e “colonial” ignoram a complexidade desse problema, a história da terra e as circunstâncias legais únicas deste caso.

As comunidades judaicas neste território existem desde tempos longínquos e expressam a profunda conexão do povo judeu com a terra que é o berço de sua civilização, conforme afirmado pelo mandato da Liga das Nações para a Palestina e do qual eles ou seus ancestrais surgiram e sempre estiveram.

A proibição contra a transferência forçada de civis para o território de um estado ocupado de acordo com a Quarta Convenção de Genebra não tinha a intenção de se relacionar com as circunstâncias do assentamento judeu voluntário na Cisjordânia em terras legitimamente adquiridas que não pertenciam a um Estado soberano anterior e que foi designado como parte do Estado judeu sob o mandato da Liga das Nações.

Os acordos bilaterais israelense-palestinos afirmam especificamente que os assentamentos estão sujeitos à jurisdição israelense acordada e exclusiva, enquanto se aguarda o resultado das negociações de paz, e não proíbem as atividades de assentamento.

Em Israel vivem mais de 2 milhões de árabes que gozam de direitos iguais, podem votar e ser votados, ocupam posições de destaque no setor público e privado e nas melhores universidades. A pergunta que fica é: Aonde estão os judeus nos países árabes? Quantos existem?

Quando rejeitaram, em 1947, a votação internacional, democrática, institucional, por vias políticas/diplomáticas num processo de pós guerra, preferiram atacar seus cidadãos judeus e atacaram Israel ao invés de sentar e fazer um acordo com um pequeno Estado judeu cercado de Estados árabes. Dessa forma, perderam a legitimidade de negociar qualquer coisa. Além disso, tendo em vista a rejeição total por parte dos árabes em aceitar um Estado judeu aonde eles sempre estiveram, toda e qualquer terra ocupadas por judeus, serão consideradas por eles como “assentamentos ilegais”.

Ao invés de tentar estabelecer um Estado palestino independente para seus súditos da Cisjordânia, a Jordânia anexou formalmente Jerusalém Oriental e a Cisjordânia em 24 de abril de 1950, dando a todos os residentes palestinos a cidadania automática da Jordânia. (Eles já tinham recebido o direito de reivindicar a cidadania jordaniana em dezembro de 1949.) Apenas o Reino Unido reconheceu formalmente a anexação da Cisjordânia, de fato, no caso de Jerusalém Oriental. O Paquistão é frequentemente afirmado ter reconhecido a anexação da Jordânia também, mas isso é duvidoso.

Importante consignar que até 1967 era proibido para qualquer não-muçulmano visitar os monumentos sagrados de Jerusalém. A Jordânia nunca respeitou o acordo pactuado com a ONU, em que deveria permitir a visita de qualquer pessoa aos templos religiosos e lugares santos de Jerusalém, sendo que tais lugares nunca foram abertos a qualquer judeu ou cristão.

Após a vitória de ISRAEL na GUERRA DOS SEIS DIAS, tais locais foram abertos até mesmo aos árabes e muçulmanos que ali ficaram e continuaram podendo visitar a grande Mesquita de Al Aqsa e outras mesquitas e locais importantes aos muçulmanos. E somente a partir daí os cristãos do mundo todo puderam começar a visitar em paz a cidade de Jerusalém. Sob comando de Israel, nenhuma Mesquita muçulmana foi fechada ou derrubada.

Importante ainda registrar que a Cisjordânia só representa 30% do território do Estado palestino estipulado pela ONU, os demais 70% continuam sob domínio jordaniano. Israel poderia ter ficado com tudo após todas as guerras, mas não o fez. Israel aceitou desde o início um Estado Palestino, quem não aceitou foram os árabes.

Por esses 70% do território palestino que está sob controle jordaniano, ensejou um fato chamado Setembro Negro onde mais de 2000 palestinos foram mortos em menos de um mês, após reivindicarem ao Rei Hussein da Jordânia a devolução de suas terras. Após a perda da Cisjordânia para Israel, o governo jordaniano começou a defender publicamente a devolução das terras dos palestinos. Hipocrisia pura! Ou seja, quando estavam no controle, não queriam dar as terras aos palestinos que dizem defender. Depois que Israel conquistou tal território, passou a defender que fosse dado os palestinos. Os países árabes dizem defender os árabes da região denominada Palestina contra Israel mas na prática querem o controle de tudo e varrer Israel do mapa, demonstrando que não estão preocupados com os coirmãos árabes. Os demais países árabes da região sequer aceitam os palestinos em suas terras, os usando como massa de manobra para culpar Israel e tentar aniquilá-los.

Os países árabes ao redor de Israel que não aceitavam a criação de dois Estados não queriam receber os árabes que viviam na Palestina, gerando campos de refugiados no que hoje se denomina CISJORDANIA e FAIXA DE GAZA. Cabe consignar ainda que, 80% da população da Jordânia é palestina.

Ao invés de tentar estabelecer um Estado palestino independente para os palestinos, em 1950 a Jordânia anexou Jerusalém Oriental e a Cisjordânia, dando a todos os residentes palestinos a cidadania automática da Jordânia. Apenas o Reino Unido reconheceu formalmente a anexação da Cisjordânia.

Zuheir Mohsen, um dos mais importantes representantes da OLP, admitiu em 1977 o abuso praticado com o nome dos árabes que vivem na “Palestina”:

“Não existe um povo palestino. A criação de um Estado palestino é um meio para a continuação de nossa luta contra Israel e em prol da unidade árabe. Mas na realidade não existe diferença entre jordanianos e palestinos, sírios e libaneses. Todos nós fazemos parte do povo árabe. Falamos da existência de uma identidade palestina unicamente por razões políticas e estratégicas, pois é do interesse nacional dos árabes contrapor a existência dos palestinos ao sionismo. Por razões táticas a Jordânia, que é um país com território definido, não pode reivindicar Haifa ou Yaffa. Mas como palestino eu posso exigir Haifa, Yaffa, Beersheva e Jerusalém. Entretanto, no momento em que nossa soberania sobre toda a Palestina estiver consolidada, não devemos retardar por nenhum momento a unificação dela com a Jordânia”. (Israel oder Palästina?, Rudolf Pfisterer, Brockhaus, p. 141.)

ISRAEL, A ÚNICA DEMOCRACIA DA REGIÃO

Israel é a única DEMOCRACIA que existe em todo o Oriente Médio. Todos os países ao redor são ditaduras, ou teocracias islâmicas. Só em Israel existem eleições livres, e um parlamento onde coexistem árabes e judeus.

Israel é a única nação livre, democrática, republicana, plural, que promove as liberdades individuais, a liberdade de expressão, a liberdade religiosa, liberdade de imprensa, igualdade entre homens e mulheres. A parada gay em Israel, por exemplo, é uma das maiores do mundo.

Um dos juízes da suprema corte israelense é o árabe cristão Salim Joubran. Os principais partidos políticos da minoria árabe que tem cidadania reconhecida no Estado de Israel são o Hadash, o Balad e a Lista Árabe Unida (também conhecida como Ra’am), que é uma coligação que reúne beduínos (antes organizados no Partido Nacional Democrata Árabe) e o Movimento Islâmico em Israel, e que, em 2013, participou das eleições coligada com o Ta’al. Nada parecido é visto nos países árabes.

Segundo a Instituição de Pesquisas da Democracia Israelense, atualmente, no Parlamento Israelense, 17 parlamentares não são judeus, 11 são muçulmanos, 5 drusos, 2 cristãos, 29 mulheres, 1 imigrante etíope, 2 LGBTs, sendo que inclusive o Ministro da Justiça de Israel é gay e tem filhos com seu companheiro.

Israel tem quase dois milhões de cidadãos árabes, com todos os direitos da cidadania israelense e ainda possuem um privilégio que os israelenses judeus não possuem. Os árabes israelenses podem optar por servir ou não no exército, enquanto os judeus, homens e mulheres, são obrigados.

Importante consignar que 59,6% dos árabes israelenses participaram das últimas eleições e, pelos resultados, ficou constatado que a maioria votou em representantes judeus, demonstrando que, além de terem sido eleitos representantes árabes, os próprios árabes israelenses confiam nos judeus e no sistema democrático israelense. A participação árabe nas eleições representou um aumento de 10% comparado as últimas eleições, demonstrando que cada dia mais os árabes estão integrados na sociedade israelense.

Salienta-se que referido Instituto é uma entidade ligada aos movimentos políticos progressistas, politicamente corretos e pró-árabes em Israel, ou seja, provavelmente os dados devem ser ainda melhores do que esses apresentados.

ISRAEL é um país livre e plural. Todas as religiões, etnias e culturas convivem pacificamente.

Nos países árabes ao redor, com raríssimas exceções, não existem igrejas, nem sinagogas, as mulheres são meros objetos, propriedade dos homens e cidadãs de segunda classe que não possuem direitos iguais aos dos homens.

Os gays, ateus e cristãos são discriminados e mortos, não existe democracia, ninguém pode exercer seus direitos de cidadãos plenamente. Exceto se for muçulmano, e mesmo assim, não existem eleições.

No Irã tem eleições, mas apenas para presidente, e a grande figura é o Aiatolá.

Nos parlamentos dos países árabes não existem cristãos, nem judeus, nem nenhum representante de outra etnia ou religião.

Na Arábia Saudita, por exemplo, e em outros países árabes, há preconceito contra os árabes palestinos. Não são bem vistos, e os sauditas não se casam com árabes palestinos.

Há muita terra nos países vizinhos para receber e abrigar os refugiados árabes que não se conformam com o estado de Israel. Mas esses países se recusam a ceder qualquer milímetro, mesmo que seja em área desértica, para receber seus irmãos muçulmanos, que são obrigados a viver na Cisjordânia e na Faixa de Gaza sob julgo de grupos terroristas que usam seu povo como escudo humano e como massa de manobra para culpar Israel por todos os seus males, os condenando a viver na miséria.

CONCLUSÃO

A ligação do povo judeu com Israel é infinitamente mais forte do que qualquer outro povo que já esteve por lá. E as razões são simples: foi lá que surgiram, lá sempre estiveram de forma ininterrupta desde o começo, nunca buscaram conquistar outras terras e se expandirem. Sempre que foram expulsos, retornaram, diferentemente dos demais povos que apenas permaneceram temporariamente por lá até serem derrotados por outro povo. A conexão histórica, cultural e religiosa do povo judeu com aquela terra é simplesmente incomparável com qualquer outro povo que apenas buscou controlar aquelas terras mediante violência, diferentemente dos judeus que ocuparam de forma legítima e sempre retornaram de forma legítima conforme foi demonstrado neste artigo.

Os muçulmanos existem a apenas 1400 anos, quando surgiu Maomé, enquanto o povo Judeu tem 4000 anos de história. O islamismo como dissidência da religião monoteísta original, que é o judaísmo, chegou muito tempo depois dos judeus no mundo, e não surgiu na Palestina (Israel). Apenas nos períodos de 636 a 1099 d.C. e entre 1517 e 1917 D.C os muçulmanos conquistaram (não totalmente) aquelas terras, que sempre foram habitadas pelo povo judeu.

Observem que os fatos e argumentos aqui apresentados quase em nada tocam em questões religiosas. Se assim fosse, os judeus teriam que reivindicar e conquistar muitos outros territórios, pois pelas escrituras sagradas dos judeus em Gênesis 15:18-21 a terra de Israel seria:

“…desde o Rio Egito até o Grande Rio Eufrates…”,
ou seja, os judeus teriam que tomar do Egito até o Irã. Mas não é o que buscaram fazer. Pelo contrário, após os ataques que sofreram, ampliaram seus territórios de forma defensiva e depois as devolveram, visando viver em paz em seu pequeno território cercado de povos que os querem varrer para o mar.

Quem quiser se aprofundar mais no assunto, sugiro a leitura da obra “Em defesa de Israel” de Alan Dershowitz onde ele esclarece e desmascara todas as falácias históricas contadas contra ISRAEL, como por exemplo, a acusação de Israel ser um Estado colonial e imperialista, o deslocamento de Palestinos, que os judeus não queriam dividir a Palestina, que a divisão da Palestina pela ONU foi injusta para com os árabes palestinos, que os árabes foram vítimas e reagiram, que Israel criou o problema dos refugiados árabes, que Israel deu causa às guerras pós criação do Estado judeu, que Israel promove tortura de palestinos, que Israel é um Estado racista e que viola os direitos humanos. Todos esses tópicos são abordados de forma muito organizada, mostrando a ACUSAÇÃO, os ACUSADORES, A REALIDADE, AS PROVAS, tudo documentado com dados, fontes, mapas e argumentação lógica, baseado em fatos comprovados.

Israel é um país minúsculo, tomado em sua maior parte por deserto, não havendo petróleo, nem qualquer outro recurso natural relevante. É povoado por um povo regido por uma religião pacífica que é o alicerce da civilização humana ao levar os princípios que são a base do ordenamento jurídico do mundo civilizado e deve ser protegido por quem deseja um mundo livre, próspero e pacífico.

Em todas as invasões e expulsões, seja pelos babilônios, pelos assírios, pelos egípcios, pelos gregos, pelos romanos, pelos otomanos (turcos), sempre permaneceram muitos judeus em Israel, vivendo em vilarejos que não foram atacados, e em cidadelas menos importantes, e no restante das cidades destruídas, ou semidestruídas pela guerra. Os judeus nunca deixaram completamente aquelas terras.

Após todos os exílios, os hebreus/israelitas/judeus deportados, sempre voltaram, se juntando aos que haviam ficado, misturados com os habitantes dos outros povos que invadiram a terra, e reconstruíam a nação israelita mais uma vez. Ou seja, o vínculo do povo judeu com aquelas terras sempre foi tão forte que, apesar de todas as escravidões e expulsões, esse povo sempre buscou retornar para as terras cuja relação histórica, cultural e religiosa era inseparável.

Todos os outros povos que por lá passaram nunca procuraram retornar ao serem expulsos, pois a conexão desses povos com aquela terra nunca existiu. O povo de Israel existe POR CAUSA daquelas terras e não APESAR daquelas terras. A identidade do povo judeu depende daquelas terras. Sem Israel, não há povo judeu, que sempre habitou lá desde seu início. É uma relação sine qua non de existência mútua.

A história demonstra que nada é mais verdadeiro do que as frases de Golda Meir:

“Se os palestinos baixarem as armas, haverá paz. Se os israelenses baixarem as armas, não haverá mais Israel”.

“Eu sempre repeti que em nossas guerras contra os árabes tínhamos uma arma secreta: a falta de alternativa”.

“Nós podemos perdoá-los por matarem os nossos filhos. Mas jamais os perdoaremos por terem obrigado nossos filhos a matarem os seus”. Para Anuar Sadat, presidente do Egito, antes dos acordos de paz.

“Acredito que teremos paz com os nossos vizinhos, mas estou certa de que ninguém fará paz com um Israel fraco. Se Israel não for forte, não haverá paz”.

“Não é possível apertar as mãos com os punhos fechados”.

“A única alternativa para a guerra é a paz. E a única alternativa para a paz é a negociação”.

“Estou convencida de que haverá paz entre Israel e seus vizinhos porque milhões de árabes precisam da paz tanto quanto nós. Uma mãe árabe que perde seu filho no campo de batalha chora tão amargamente quanto uma mãe israelense na mesma condição”.

“A paz virá quando os árabes amarem os seus filhos tanto quanto nos odeiam”. Perante o Clube Nacional da Imprensa, em Washington, 1957.

AS 12 TRIBOS DE ISRAEL (1200 – 1050 A.C)
REINO DE JUDÁ E ISRAEL (800 a.C)
DIVISÃO DOS REINOS, ÉPOCA DO REI SALOMÃO
REINO UNIDO DE ISRAEL (1049 a.C – 971 a.C)
DIVISÃO DO MANDATO BRITÂNICO 1920
ISRAEL APÓS GUERRA DOS 6 DIAS
MAPA DO PLANO DO ACORDO DE PAZ (2020)
MOEDAS E BANDEIRAS DA REGIÃO DURANTE O TEMPO. Demonstrando claramente que era sempre o povo judeu que estava na região.
EC = ERA COMUM, ou seja, DEPOIS DE CRISTO
AC= ANTES DA ERA COMUM, ou seja, ANTES DE CRISTO
Camisa da seleção Palestina em 1939, ou seja, quase 10 anos antes da criação do Estado de Israel.

AGRADECIMENTOS: Aos amigos YAIR ALON, DAVID ATAR e ELIE MALTZ

BIBLIOGRAFIA:

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/01/28/trump-apresenta-plano-de-paz-para-o-oriente-medio.ghtml
https://mfa.gov.il/mfa/foreignpolicy/peace/guide/pages/the%20mandate%20for%20palestine.aspx
https://mfa.gov.il/MFA/AboutIsrael/Maps/Pages/The%20League%20of%20Nations%20Mandate%20for%20Palestine%20-%201920.aspx
https://embassies.gov.il/ABUJA/ABOUTISRAEL/Pages/Israeli-Settlements-and-Law.aspx
https://super.abril.com.br/historia/arqueologos-desvendam-os-filisteus-o-legado-do-gigante-golias/