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Escritor de meia dúzia de artigos, comentarista eventual do MBLNews.
Orlando Morando pede ao Ministério Público do Trabalho suspensão de anúncio da Ford

O prefeito de SBC, com o sindicato, pediu ação do MPT contra a decisão da montadora Ford

01/03/2019 09h49

O prefeito de SBC, com o sindicato, pediu ação do MPT contra a decisão da montadora Ford de fechar de unidade no município

Nesta quinta-feira, 28, o prefeito tucano Orlando Morando buscou o Ministério Público do Trabalho para combater a decisão da empresa Ford de encerrar as atividades da planta localizada em São Bernardo do Campo.

Participaram da reunião com os procuradores do trabalho, o prefeito com o procurador-geral do município, o sindicato dos metalúrgicos do ABC e o corpo jurídico da empresa.

O prefeito pediu ao Ministério Público a suspensão do anúncio da empresa de encerramento das linhas do segmento de caminhões e do “Fiesta” e o fechamento da fábrica.

“Eu ainda não me dei por derrotado. Nem tenho a Ford como perdida para São Bernardo. Vamos buscar as alternativas, uma delas com a própria empresa. Saio daqui hoje (quinta) com aspecto positivo, porque o papel do Ministério Público do Trabalho, junto com o sindicato e a Prefeitura, em instituir este comitê para ampliar o diálogo, situação que antes não tinha ocorrido, nos deixa com condições de conseguir vislumbrar bons resultados”, declarou Orlando.

Orlando Morando segue alinhado na frente petista e sindical que tem realizado ações de pressão sobre a montadora americana na tentativa de dissuadi-la da decisão de cerrar as portas da fábrica. O prefeito, que declarou estar em contato diário com o sindicato, se reuniu com o presidente da entidade classista, “Wagnão”, e o deputado petista Teonílio Barba na terça-feira, dia em que foi realizada manifestação da categoria contra a decisão da empresa.

A procuradora Sofia Vilela declarou estar de acordo com a posição da Prefeitura e Sindicato.

“O MPT concorda com essa perspectiva da Prefeitura e do sindicato em buscar a permanência da empresa no município. Porque isto significa a manutenção de diversos empregos. Diretos e indiretos. Esperamos conseguir avançar”.

O parquet marcou nova reunião no dia 14 de março.

Em diversas declarações, Morando tem criticado a decisão da empresa. Em entrevista à Rádio Estadão, disse que a empresa não teve preocupação social ao anunciar o fechamento. Declarou ainda que vê a possibilidade de acionar o Poder Judiciário contra a medida:

“Se isso não se viabilizar, vou buscar todos os mecanismos de proteção para garantir os empregos, inclusive com apoio da Justiça se for necessário”.