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Estudante de direito, jogador de futebol quando a dor nas costas permite e um liberal radical
O “Caixa 3” de Maia

E como fica o PSL nessa história?

02/09/2019 15h02

ONunca houve grande dúvida sobre a honestidade alegada por Rodrigo Maia ser falsa. De modo que, a se confirmar o relatório da Polícia Federal, novidade não haverá.

A questão mais importante relativa ao caso ainda não foi levantada. É urgente; porque, em tempos de discursos rasos, prosperam os mitos e a falta de responsabilidade.

É preciso – mais do que nunca -, novamente dar luz à chegada de Rodrigo Maia à presidência da casa do povo.

Vamos lá… Rodrigo Maia obteve apoio de diversos partidos, entre eles, o PSL – partido do Presidente. Isso não é crime. Trata-se de articulação política. Em troca de apoio, Maia concordou em seguir agenda proposta pelo governo. Isso não é crime. Novamente, trata-se de política.

Como, portanto, o PSL tem responsabilidade neste caso? Caso tenham defendido à candidatura do Botafogo em detrimento de outro candidato mais alinhado com o discurso de campanha do partido – e existiam, sim. Aí sim, tudo muda de figura.

Há, por enquanto, sinais de que o Presidente da Câmara está envolvido em corrupção. Ainda não há um processo e uma sentença. Ainda não é legalmente um corrupto. Sempre respeitando o devido processo legal.

Usar um discurso de campanha para confundir – para ludibriar – o voto da população é canalhice.

Chego em outro ponto – de fundamental importância. Até aqui, a integridade do Partido Social Liberal não foi – totalmente – questionada. Cabe aos direitistas, doravante, cobrar moralmente às atitudes. Cabe, também, às alas da Direita – além PSL -, trabalharem para informar à sociedade, com absoluta clareza, das incoerências do partido presidencial. Se houve alguma quebra no discurso eleitoral – claro que ocorreu – deve ser exposto ao limite.

Usar da desculpa de uma – suposta –  união para vencer um inimigo maior, para evitar exposição dos erros do governo é alienar e – aí sim – dividir a população.

Então, por fim, temos: uma atividade originária da política, realizada de maneira imoral, resultando na quebra de discurso eleitoral realizada de forma clara e com um objetivo: manutenção do poder.