fbpx
Estudante interrompido, músico frustrado, cozinheiro irregular e fundador (e membro mais controverso) do MBL - Movimento Brasil Livre.
Maia: barre o aumento obsceno do fundão eleitoral!

Os líderes dos principais partidos — PSL incluso — tem interesse direto no aumento do butim eleitoral

18/09/2019 14h46

Rodrigo Maia tem uma missão pela frente: não permitir que o parlamento vista a carapuça de vilão nacional nas mãos da militância bolsonarista. As causas para tal processo, infelizmente, estão dadas: houve uma ridícula tentativa de aumentar ainda mais o famigerado fundão eleitoral — impedida via emenda de Kim Kataguiri, mas prevista em orçamento confuso do governo federal.

Não suficiente, o Senado promove uma lamentável expansão da obscenidade, como a utilização de dinheiro público para bancar honorários advocatícios e multas. Sociedade pressiona, Alcolumbre devolve a patifaria à Camara: a velocidade impressiona. E a crença na boa política cai na mesma proporção.

O Presidente da Câmara, em entrevista a Valdo Cruz, do G1, assegurou que a farra não irá prosperar:

“Não, [o texto original] não. Os mais polêmicos [devem ser retirados], dos advogados, de pagar multa com dinheiro do fundo, mas tem muitas coisas que não têm divergências”

Rodrigo Maia, para o G1

É verdade? Não temos como garantir. Os líderes dos principais partidos — PSL incluso — tem interesse direto no aumento do butim eleitoral. Para muitos, é a maneira de assegurar a construção de bases municipais — essenciais para seus projetos políticos — em tempos de renovação e redes sociais. Para outros, e aqui incluo o partido do presidente, é forma de criar independência de um totem político que lhes enxerga como ratos em vias de abandonar o barco. Um difícil equilíbrio.

Maia tem pretensões políticas mais ambiciosas. Para almejá-las, deverá resolver o imbroglio que se avizinha no campo da política. Comprar a agenda do centrão é também comprar a carapuça sob medida desenhada pelo governo. Renegá-la, por outro lado, é perder prestígio com a base política que lhe entregou seu assento. Um dilema e tanto para o presidente da Câmara dos Deputados.