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Estudante interrompido, músico frustrado, cozinheiro irregular e fundador (e membro mais controverso) do MBL - Movimento Brasil Livre.
Greta Thunberg é a mais nova invenção da imprensa. Confira outras heroínas das redações

Greta é um ventríloquo — dos mais assustadores — servindo a um projeto maior

24/09/2019 16h56

Este MBLNews vem cumprindo importante papel em desmascarar mais uma força que, bem ou mal, afeta o debate público no Brasil. Esta, no caso, inventada na longínqua Suécia mas, investida de ‘legitimidade’ por parte da imprensa global, capaz de dar broncas em líderes de estado e até em nosso humilde país.

Greta Thunberg é mais uma liderança biônica criada na medida para cativar setores médios em diversos países: lidera, supostamente, um ‘movimento global de jovens’, possui discurso vazio e apocalíptico e atende a premente demanda por uma causa maior para grupos políticos à beira do colapso. Em suma, Greta é um ventríloquo — dos mais assustadores — servindo a um projeto maior.

Trouxemos aqui algumas pistas sobre o fenômeno. Neste artigo, que postei no blog em Agosto, disseco a recente demanda por “causas ambientais” na política européia. Impressiona: temas como aquecimento global lideram a lista de preocupações dos europeus. Não à toa, todo uma campanha histérica foi criada ao redor da causa, redundando na eleição em peso de políticos de partidos verdes no parlamento europeu.

Nossa colega Maria Clara Kido também cumpriu importante papel ao trazer luz sobre as origens e o financiamento da menina. Conforme matéria para este site, existe algum empurrãozinho político (e financeiro) por trás da revolta ecológica da jovem sueca:

Entretanto, a questão da jovem com a crise climática vai além disso. Recentemente a imprensa internacional apontou uma certa ligação entre a campanha ambiental de Greta e um complexo sistema de multinacionais ecológicas, liderado pelo magnata sueco Ingmar Rentzhog. Ou seja, a família Thunberg possivelmente tem lucrado com o ativismo e a fama repentina da adolescente.

O jornalista Justin Rowlatt, numa reportagem publicada no periódico britânico The Times, revelou que a empreitada de Greta foi coordenada por Rentzhog e por Bo Thoren, outro ativista e líder de um movimento contra a utilização de combustíveis fósseis.

E tem mais: sua ‘heróica’ viagem de veleiro da Suécia até Nova York (ela não quer gastar gasolina de avião) foi patrocinada por ninguém menos que a BMW (e seus potentes motores V12) e a família real de Mônaco e seus jatinhos nem-um-pouco-poluentes. Greta, obviamente, não permitiu que a ganância de seus financiadores fosse exposta em seu veleiro. Jamais! Show must go on! É o espetáculo midiático que interessa.

Família famosa

De espetáculo a família de Greta entende. Sua mãe, Malena Ermann, é uma famosa cantora de ópera, com participações, inclusive, no concorrido Eurovision, concurso europeu de música entre nações. Seu pai, Svante Thunberg, é ator e produtor importante na cena mainstream sueca.

Malena Ermann, mãe de Greta, cantando para o Eurovision 2009

Sua militância, iniciada em agosto do ano passado, surgiu no momento certo para as eleições parlamentares européias. Das aparições solitárias com cartazes combatendo o aquecimento global até a capa dos grandes portais foi um salto. Greta fazia greve de fome por conta do fim do mundo enquanto o partido verde enchia a barriga de votos nas eleições da Eurozona. Tudo coincidência do destino.

Greta não é a primeira

Ainda que o caso Greta seja pioneiro na manipulação global do debate público, já vivenciamos — inclusive no Brasil — experiências semelhantes na criação de falsos ídolos. Meninas adolescentes, em geral, costumam ser o perfil favorito: atendem a demanda por “empoderamento” da agenda feminista, além de trazer um ar lúdico — e por que não “puro” — para determinados temas políticos.

Chega a ser engraçado: líderes jovens, reais e espontâneos, como Joshua Wong e Kim Kataguiri, jamais receberam hype semelhante por parte da imprensa internacional. Como suas causas atentavam contra o mainstream midiático, eram convenientemente negligenciados e combatidos pelo jornalismo. Jamais foram convocados para discursar na ONU, restando-lhes o reconhecimento público angariado através das redes sociais.

Ana Júlia Ribeiro, projeto abortado de liderança estudantil

Dentre as lideranças biônicas, um caso brasileiro salta aos olhos: a jovem Ana Júlia, líder de coisa alguma que foi utilizada como testa de ferro do movimento de invasão de escolas em 2016. A curitibana — cujos pais eram ligados ao partido dos trabalhadores — foi incensada na imprensa como se importante fosse: foi entrevistada pela Globonews, obteve matérias favoráveis em todos os veículos de imprensa e discursou na Assembléia Legislativa do Paraná tal qual arauto da revolução.

Justiça foi feita: suas invasões escolares foram debeladas pelo MBL e Ana terminou filiada ao PT organizando acampamentos ridículos em nome do “Lula Livre”. Achamos justo.

Do Chile, temos um caso mais ilustre e — por que não? — honesto: Camila Vallejo Dowling, a bela e estúpida líder do movimento de estudantes que quase parou o país e pavimentou o caminho para a eleição da populista Michele Bachelet.

Ao contrário de Greta, Camila tem base: milita pelas Juventudes Comunistas do Chile, estudou geografia na Universidade do Chile e é a atual vice-presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (FECh). É, hoje, deputada pelo Partido Comunista Chileno, sem muita relevância no debate político do país.

Camila Vallejo, defendendo algum absurdo no parlamento chileno.

A militante comunista foi abraçada pela imprensa logo após iniciar suas manifestações. Foi premiada pelo jornal britânico The Guardian como personalidade do ano em 2011 e convertida em coqueluche mundial dos movimentos estudantis. Serviu também de inspiração para a fracassada iniciativa de Ana Júlia no Brasil.

Existem outras figuras ‘eleitas’ como influencers políticas artificiais pela imprensa. Por vezes Malala, por vezes Marielle, o que importa é emplacar o nome errado na hora certa. Em geral, dá ruim.

Aguardamos o destino do novo experimento ambiental. A julgar pela repercussão do seu discurso, terá futuro ainda mais incerto que a jovem Ana Júlia…