fbpx
USPiana, católica, mãe de pet e aficionada por educação e política.
Greenpeace no Planalto: petróleo e política

Operação Lava Praia, Greenpeace em Brasília e as famílias litorâneas.

23/10/2019 16h50

O meio ambiente não é só pauta da esquerda e essa ideia boba precisa acabar! Desde o fim de agosto até o dia de hoje, nossas praias estão sendo tomadas por ÓLEO.

A informação mais recente que temos do Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente é que o óleo já atingiu 200 localidades, 9 estados do Brasil: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Píauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Pernambuco e Paraíba.

Praia dos Carneiros, Pernambuco Foto: Clemente Coelho Júnior / Instituto Bioma Brasil

O óleo não só esta poluindo as águas e as praias como também impactando as atividades econômicas locais. Na praia dos Carneiros em Pernambuco o grande medo da população é que os manguezais sejam afetados.

Na Bahia, os pescadores e marisqueiros não conseguem mais vender seus produtos, por motivos óbvios. Esses trabalhadores estão sofrendo o reflexo do maior desastre ambiental da costa brasileira antes dela mesmo chegar em suas respectivas praias, as contas passaram a acumular nas casas desses trabalhadores que tiram do mar o sustento de suas famílias.

O QUE ESTÁ ACONTECENDO?

No dia 30 de agosto na Paraíba surgiram as primeiras manchas de óleo, importante lembrar que quando falamos em óleo estamos nos referindo a petróleo cru, esse que está afetando a vida dos animais marinhos e impactando a vida da população litorânea.

Todo petróleo tem uma espécie de DNA e através desse fator, a Petrobras já lavou as mãos que o óleo não é dela, não é produzido e nem comercializado aqui no Brasil.

A grande pergunta que não quer calar é QUAL A ORIGEM DO ÓLEO? E até agora não temos uma resposta para essa pergunta, mas temos suposições:

  • Navio afundado;
  • Despejo criminoso;
  • Acidente na passagem de óleo de um navio para outro.

Essas hipóteses foram levantadas pelo presidente da Petrobras, Castello Branco.

INVESTIGAÇÃO:

Como é de costume e tem gente que espera a água bater na bunda para tomar uma providência, o nosso departamento de emergências ambientais ficou sem chefe por 6 meses, ele que é responsável por implementar recuperação para situações de emergências. Me pergunto como essa área ficou sem um líder tanto tempo se tivemos o escândalo enorme das queimadas de florestas meses atrás…

A Marinha do Brasil está atuando no monitoramento na costa, o Ibama está catalogando os animais e as praias afetadas e a ANP – Agencia Nacional do Petróleo estão juntos trabalhando nas prais, ao todo mais de 500 pessoas mobilizadas.

Falando em mobilização, nós do MBL estamos nos unindo a causa para mobilizar os núcleos a participarem de maneira efetiva da limpeza das praias!

GREENPEACE:

O Greenpeace hoje não estava para paz, fez um ato na entrada do Palácio do Planalto, em referência as manchas de óleo e também simulou as queimadas na amazônia. Os ativistas jogaram tinta preta na entrada do Palácio, foram vestidos também de preto com faixas criticando a lentidão do governo federal em conter os estragos das praias.

Sobre as queimadas da Amazônia, afinal já que estão lá, aproveitaram e fizeram um 2 em 1 – “Brasil manchado de óleo” e “Pátria queimada Brasil”.

É meus caros, espero que o greenpeace esteja se mobilizando, com a mesma vontade que foram sujar o espaço público, para limpar o litoral, afinal apenas apontar o dedo é bem fácil, agora ir expor seu corpo a material tóxico… só quem realmente está preocupado e se importa.

Seguimos a espera de um desfecho para essa história que ganha um novo clímax a cada praia que é atingia por um petróleo que nem nosso é. Seria 2019 o ano das catástrofes: políticas e ambientais?