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Estudante interrompido, músico frustrado, cozinheiro irregular e fundador (e membro mais controverso) do MBL - Movimento Brasil Livre.
Gangorra doida: governo vive melhor momento, mas volta a polemizar

Segura a treta e mantém o rumo; não há razão pra voltar ao modelo antigo

15/06/2019 18h22

Confesso que me empolguei. A calmaria que se instalou no palácio do planalto nas últimas semanas converteu-se em ação pragmática no Congresso e vitória na PLN4. Mais: o relatório da previdência, ainda que tolhido no que havia de melhor (capitalização), representa uma economia de quase um trilhão de reais.

Há muito que se comemorar na guinada pragmática da gestão Bolsonaro. Comentei isso recentemente em um vídeo. Parecia que a placidez de espírito do presidente, calmo e sereno como o mais plano dos mares, era reflexo dos questionamentos terraplanistas de Olavo de Carvalho.

Elogiamos bastante a nova postura; será que mantém?

Carluxo, por seu turno, permanecia entretido com seus amigos de twitter e uma nova brincadeira recém descoberta: conversar em código morse. Um inegável avanço. Enquanto embaralhava-se entre pontos e traços, a relação entre legislativo e executivo melhorava, ao ponto de até Joice Hasselmann agir com sabedoria nas tratativas com seus pares.

Mas a roda da fortuna da nova era não para; após dias sem solavanco, eis que a demissão de Santos Cruz irrompe sobre a boa fase, trazendo consigo as desconfianças sobre o financiamento de uma mídia “oficial”.

Somada a queda do General, temos a bronca pública — eufemismo para humilhação — desferida por Bolsonaro contra Joaquim Levy, presidente do BNDES. Jair afirmou que o economista está com a ‘cabeça a prêmio’. Publicamente, perante a imprensa. Não foi destempero.

O presidente da República vem oscilando momentos de liderança virtuosa com rompantes de verborragia agressiva. Emula um Trump dos trópicos, com pé no Vale do Ribeira. Gosta da polêmica, pauta a imprensa com gritos e pontapés. É a tal “mentalidade anti-frágil” que seus prosélitos tanto falam. Funciona? Com limitações aqui e ali, deu certo nas últimas semanas.

Torço pela manutenção do padrão atual. E pela manutenção do Joaquim Levy. Torço também para que a queda de Santos Cruz não signifique mais treta aberta entre militares e olavistas. Guedes agradece. Independente da cruzada pela nova era, há um país a se tirar do buraco.

Que as gritas por espaço e teses estapafúrdias não se transformem em outras crises e falta de foco. Mantenham o prumo. O Bolsonaro de Junho é a primeira experiência prática de um governo funcional. Torço para que não abandonem o caminho adotado…