fbpx
USPiana, católica, mãe de pet e aficionada por educação e política.
11 de setembro, Afeganistão e PSL

No dia que os ataques completam sua maioridade, Trump fala em intensificar o ataque ao Afeganistão.

11/09/2019 18h43

É meus caros, hoje um dos ataques mais terríveis do século está completando a maioridade, exatos 18 anos atrás quase três mil pessoas morreram nos Estados Unidos.

Escrevendo este texto para vocês, comecei a me perguntar o que eu estava fazendo no exato momento que os ataques ocorreram. Com meus quatro anos de idade na época, não é surpreendente que não me venham lembranças à memória. Mas, e você leitor – O que estava fazendo na manhã de 11 de setembro de 2001?

Para você, que assim como eu, já havia nascido, mas não tem fortes memórias do dia em que ocorreu um dos mais terríveis eventos do século XXI, vamos relembrar: naquela manhã de verão, o grupo terrorista Al Qaeda, comandada na época por Osama bin Laden, causou a primeira destruição do dia: o choque de dois aviões contra as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York. Naquele mesmo dia ocorreu um ataque semelhante no Pentágono em Washington e também na Pensilvânia.

Estima-se quase 3 mil vítimas ao todo, incluindo 19 sequestradores, entretanto a América também perdeu verdadeiros heróis que deram suas vidas para salvar a vida dos que estavam nos prédios: bombeiros, policiais, paramédicos e civis. A queda das torres evidenciou as fraquezas da segurança norte-americana.

Após o acontecimento, o governo americano intensificou as medidas de segurança no país e ocorreu no mesmo ano a invasão do Afeganistão, autorizada pelo presidente George W. Bush tinha como principal objetivo capturar Osama bin Laden e derrubar o Talibã. Em 2011, as tropas americanas capturaram e mataram o terrorista responsável pelos ataques.

Hoje, as ruas dos Estados Unidos se encheram de cerimônias e homenagens, o “Tributo em Luz” iluminou o céu de Manhattan no local das Torres Gêmeas:

Mas se você achava que tinha terminado por ai toda essa história, está muito enganado. Na Casa Branca, o presidente Donald Trump e sua esposa Melania Trump – mais uma da série de primeiras-damas que marcam presença – participaram do momento de silêncio em respeito aos ataques do 11 de setembro. E como em todo texto que eu escrevo não pode faltar uma polêmica, o presidente Trump aproveitou para avisar que será dada continuidade aos ataques contra o Talibã – Afeganistão e disse ainda mais, que irá INTENSIFICÁ-LOS.

Durante a cerimonia em solidariedade aos parentes das vítimas, Trump afirmou: “Não podemos apagar a dor ou reverter o mal daquele dia sombrio e miserável, mas oferecemos a vocês tudo o que temos”.

Vale lembrar que cinco dias atrás, o presidente interrompeu a negociação de paz com o Talibã em retaliação a bomba de origem talibã que matou 11 pessoas e um soldado americano. Com esse episódio nós podemos observar que não é apenas no Brasil que o presidente gosta de travar batalhas para mostrar força, pelo menos aqui não temos bombas reais sendo utilizadas – AINDA – afinal, acho que nosso presidente não tem “maturidade” para administrar isso.

E já que começamos a falar da Pátria amada e idolatrada, o PSL não poderia ficar de fora das comemorações do 11 de setembro, afinal, atentado por atentado, no período eleitoral nós também tivemos um – ler com ironia please.

Como a família Bolsonaro é muito unida, o filho 01 não poderia deixar de compartilhar – a publicação repercutiu também no Instagram de Flávio Bolsonaro. Agora sejamos ao menos coerentes né Brasil, NÃO EXISTE comparação a um atentado TERRORISTA que matou quase 3 mil pessoas e um esfaqueamento em que a vítima esta viva e “governando” – daquele jeitinho – o país.

Enquanto nos Estados Unidos as famílias das vítimas do atentado ainda sofrem pela perda dos entes, seu presidente – Trump – quer mais é colocar mais lenha na fogueira e NOSSO presidente quer aproveitar a onda – como é de costume – e engajar nas redes como vítima, bem exagerado e incoerente, diga-se de passagem.

Para encerrar esse texto e este dia vou utilizar a frase de um dos presidentes mais sensatos e empáticos para combinar com este momento que ainda é difícil – Barack Obama:

“Deus é nosso refúgio e nossa força, uma ajuda muito presente nas dificuldades”