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USPiana, católica, mãe de pet e aficionada por educação e política.
Da Economia à Gerontologia: os caminhos que nos escolhem.

Apostar em uma nova área para buscar soluções aos problemas atuais do Brasil.

05/07/2019 11h50

Exatos 3 anos e meio atrás fiz uma das escolhas mais significativas da minha vida até hoje, escolhi responder (quase todos os dias) a pergunta que me deu um propósito de vida: O que é GERONTOLOGIA?

Refletindo neste dia chuvoso o motivo do texto vejo que o objetivo é ajudar você leitor não apenas a entender o que é esse curso de nome tão esquisito, mas também vislumbrar o momento da escolha que um dia poderá ou não virar sua profissão. Essa decisão ditará pelos próximos 4 anos (ou 5… 6… 7… depende de quantas DPs estamos falando) qual será não apenas seu novo grupo de amigos, de professores ou até mesmo futuros colegas de profissão.

Estudar na USP foi por anos sonho de consumo e dias de dedicação para a Fuvest, estou aqui falando de SONHO, mas agora vivo com a realidade que eles podem ser realizados parcialmente (como foi o meu), como a boa geminiana que sou, indecisão sempre foi meu forte e não foi diferente na escolha de uma graduação – Cogitei quando bem nova medicina, depois direito e decidi durante o segundo ensino médio ECONOMIA (sim senhores e senhoras, escrever isso hoje me pasma em como não mandamos no nosso destino). Nesta parte do texto você já deve estar se perguntado em como eu fui da ECONOMIA para GERONTOLOGIA, então vamos lá.

Um ano de preparação para Fudest (um ano de sofrimento, cursinho pré-vestibular não é algo de Deus definitivamente) foi o suficiente para me levar à segunda fase do vestibular, mas não para me fazer passar dela, essa é a primeira lembrança de frustração que tenho. Mas como para tudo na vida tem um jeito, a USP te da após a segunda fase do vestibular a opção de reescolha de curso, onde todas as vagas não preenchidas até a última lista são apresentadas para os que ainda não pleitearam sua vaga mas passaram da primeira fase do vestibular. Após algumas semanas de ansiedade, me deparei com o curso de GERONTOLOGIA (sim, foi nos 45 do segundo tempo que eu decidi o curso).

FIRST – Gerontologia e Geriatria são graduações totalmente diferentes, enquanto quem faz medicina pode se especializar em geriatria e ser um geriatra, quem faz Gerontologia será um GERONTÓLOGO. Durante os 4 anos de graduação nós estudamos o processo de envelhecimento humano e as mudanças biológicas, psicológicas e sociais que ocorrem ao longo da vida. Com a alteração demográfica que nosso país sofreu, o grande aumento da expectativa de vida do brasileiro (um dos motivos para salientar aqui a importância da Reforma da Previdência), o gerontólogo busca alternativas do que fazer para alcançar uma melhor qualidade de vida ao longo dos anos.

A dúvida que pairava no ar para bater o martelo e escolher esse curso era o mercado de trabalho, então vamos falar sobre isso (uma dedicatória aqui para Rubinho Nunes ver que o gerontólogo não é cuidador de idosos):

SECOND – O gerontólogo pode atuar na assistência social, promovendo trabalhos em grupos e trabalhando com temáticas como os mitos e estereótipos que perseguem a velhice. Podemos trabalhar também em ambulatórios, clínicas especializadas, ONGs, órgãos de assistência social como a defensoria pública, hospitais, Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) e atendimento domiciliar. Não podemos esquecer da crescente área de pesquisas entorno do envelhecimento e da velhice.

THIRD AND LAST ONE – Hoje no Brasil temos apenas duas grandes faculdades com a graduação em gerontologia. A primeira universidade a trazer o curso para o país foi USP no campus Leste na cidade de São Paulo e posteriormente a USFSCar em São Carlos.

Hoje, na reta final da graduação vejo que mesmo as escolhas feitas sem passarmos anos e anos planejando e sonhos que não se transformam em realidade podem dar um novo rumo ou motivo de viver. A escolha do curso foi o momento que testei não apenas o feeling mas apostei em uma área inovadora e crescente que demanda atenção dos nossos políticos para a criação de políticas públicas voltadas aos idosos. A gerontologia me trouxe uma pauta para a vida que requer muita dedicação, amor ao próximo e vontade de mudar o Brasil.