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USPiana, católica, mãe de pet e aficionada por educação e política.
Bolsonaro e PSL: o divórcio

Se você não está entendendo nada sobre “Bivar queimado” e “Bolsonaro esquece o PSL”, este texto é para você!

09/10/2019 18h16

É, meus caros, vou começar este texto trazendo minha grande indignação sobre esse momento APOCALÍPTICO que o governo vive. Hoje, nos deparamos com os principais meios de comunicação focados em mais uma briga entre a pessoa que um dia já foi chamada de MITO por alguns e o presidente do seu próprio partido – PSL.

Quando estive em Brasília no início do ano, conheci alguns deputados do PSL, incluindo o próprio Luciano Bivar. Se em maio eu imaginava que o teríamos: o projeto Eduardo embaixador, a desidratação da reforma da previdência e agora a rachadura no próprio partido do presidente? – definitivamente, eu não esperava.

O Bolsonaro conseguiu levar para o PSL o reflexo do país – a polarização – ele polarizou o próprio partido em: Team Bolsonaro X Team Bivar. Minha família sempre ensinou que briga a gente resolve dentro de casa, mas, pelo jeito a do presidente NÃO, muito pelo contrário, ele faz questão de trazer polêmicas que em nada ajudam melhorar sua imagem que só se desgastou durante os 10 meses de mandato.

Em declaração não oficial, o presidente saindo do Palácio do Planalto respondeu um apoiador que dizia “Bolsonaro, eu e Bivar por um novo Recife” Let’s pray for Recife – a resposta foi a seguinte:

“Cara, não divulga isso, não. O cara está queimado pra caramba lá. Vai queimar o meu filme. Esquece esse cara, esquece o partido”

A liberdade canta em nosso país, então o direito de resposta ainda é assegurado e não poderia ter sido tão clara: “A fala dele foi terminal, ele já está afastado. Não disse para esquecer o partido? Está esquecido”; “O que pretendemos é viabilizar o país. Não vai alterar nada se Bolsonaro sair” – Disse Bivar.

Como toda fofoca de bairro, a declaração causou um alvoroço dentro e fora do PSL. O partido que possui a segunda sigla com maior número de deputados na Câmara não consegue se unir para votar seguindo uma orientação. Joice, Bivar, Bolsonaro… poderia citar mais alguns nomes fortes de lideranças do partido que só me faz chegar a conclusão óbvia – cachorro com dois donos morre de fome – muitos lideres que não lideram unidos a mesma coisa.

Bivar também frisou o sentimento liberal, compromisso com o combate à corrupção e a dignidade que o partido pregava. Hoje (09/10), o presidente do PSL anunciou que o presidente Bolsonaro “Não tem mais nenhuma relação com o PSL”. Pois é, a briga foi séria e pelo jeito o “casamento” acabou.

Quem está ganhando com o divórcio é o Podemos:

Vale lembrar aqui a quantidade de partidos que Jair Messias Bolsonaro já passou, o PSL pode ter sido apenas mais um – Não era amor, era cilada:

  • PDC (1989)
  • PP (1993)
  • PPR (1993)
  • PPB (1995)
  • PTB (2003)
  • PFL (2005)
  • PP (2005)
  • PSC (2016)
  • PSL (2018)

Mas calma, respira, pois nada é tão preto no branco assim e hoje (09/10) o próprio Jair Bolsonaro afirmou para o Antagonista que não irá deixar o partido de livre e espontânea vontade. E sobre a possibilidade de Bivar, afastá-lo, Bolsonaro diz que não quer “entrar nessa briga”. “É um direito dele.”

Uma coisa é certa, é fato e é incontestável: o PSL antes de Bolsonaro não era expressivo. O PSL passou de fucking 8 cadeiras na Câmara para 52. Isso é reflexo do fenômeno Bolsonaro e do anti Petismo.

A direita “true” teve um colapso, isso é incontestável, a cultura do insulto, do vazamento de conversa, ameaça, enfim, ninguém confia em ninguém, mas o que todos esqueceram é que nós confiamos neles quando os elegemos para representar o povo.

Ingratidão é o pior dos sentimentos para mim, e de gente ingrata o mundo tá cheio, tem momentos do dia que o sentimento angustiante de vermos quem depositamos nosso voto de confiança nos traindo SEM VERGONHA NENHUMA e bem na nossa cara.

É, Brasil, depois de escrever todo esse texto, a tristeza me consome. O que nós recebemos dos nossos governantes é ingrato e inverso ao que nós depositamos neles: nossa saúde, nossa educação, nossa economia, nossa CONFIANÇA. Mas, por mais triste que seja ver esse colapso, devemos utilizar isso como força para nos levantarmos e sermos cada vez mais os agentes alternativos de mudança para política.

Nós, pessoas comuns, podemos fazer política fora do comum e transformar o Brasil para as próximas gerações, pois uma coisa é fato: nós estamos plantando hoje para nossos filhos e netos colherem amanhã.