Estudante interrompido, músico frustrado, cozinheiro irregular e fundador (e membro mais controverso) do MBL - Movimento Brasil Livre.
Bolsonaro arrega novamente e nega privatizar correios

O brasileiro que vive à mercê de um monopólio ineficiente, vai lembrar disso em 2022

08/01/2020 15h19

O presidente Jair Bolsonaro continua vivendo seu inferno astral. Cego pelos maus conselheiros, se esquece, por vezes, das razões que o levaram ao poder.

O combate à corrupção era uma delas. Foi deixada de lado em nome da salvação do filho, Flávio Bolsonaro. Outro tema, quase tão importante, era o “fim da mamata”, que caminha de lado entre gastos exorbitantes no cartão corporativo e a nomeação — frustrada — de Eduardo para embaixada americana.

Mas nada se compara ao festival de privatizações previsto para seu mandato. Quem esperava uma Petrobrás não terá nem os Correios! — a jóia da coroa dos monopólios estatais deficitários.

Duvida?

É o que disse o presidente da república em coletiva no Palácio da Alvorada:

Nesta terça-feira (07/01), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que “privatizaria os Correios hoje”, mas garantiu não querer prejudicar os funcionários da estatal e que não há como se comprometer com a concessão da empresa à iniciativa privada até o fim de seu mandato. 

“Não são fáceis as privatizações. Até o próprio Correios (sic), que a gente quer privatizar, mas tem dificuldade”, afirmou o presidente. “Se eu pudesse privatizar hoje, privatizaria. Mas não posso prejudicar o servidor dos Correios”, defendeu ao deixar o Palácio da Alvorada.

Pois é.

Agora Bolsonaro — após passar pano para militares na reforma da previdência — resolveu virar o defensor dos servidores dos Correio. O brasileiro comum, que vive à mercê de um monopólio caro e ineficiente, vai lembrar disso na hora de votar em 22.