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USPiana, católica, mãe de pet e aficionada por educação e política.
As mulheres do Tio Sam: a seleção feminina que não decepciona.

Com o fim da Copa do Mundo a duvida surge: Terá visita da seleção à Casa Branca?

07/07/2019 16h17

Em tempos de Copa do Mundo… feminina, o sol raiou mais uma vez para a terra do Tio Sam e agitando levemente esse domingo de julho as garotas (falaremos sobre isso logo) da seleção brilharam pelo talento, pela beleza, pela batalha com a US Soccer e também pela polêmica com o presidente Donald Trump.

Os dois gols que levaram o título pela quarta vez à seleção americana feminina, um de Megan Rapinoe e outro de Lavelle, me lembraram um filme que assisti em 2016 no meu primeiro ano de faculdade: “Um senhor estagiário”, a frase que me marcou e fez refletir sobre o papel da mulher na sociedade atual foi a seguinte: “As mulheres, passaram de garotas para mulheres. ” Cada vez mais presentes dentro dos ambientes que antes eram (e ainda são um pouco) dos homens, as americanas hoje, por MÉRITO, por terem jogado um bom campeonato e sem “lacração” por serem mulheres (como foi com a seleção brasileira), levaram a taça pelo bom rendimento em campo.

Nos EUA o histórico da seleção feminina é um pouco diferente do histórico das canarinhas brasileiras. Lá o futebol feminino é mais vencedor do que o masculino: quatro Copas e quatro ouros em Olimpíadas, diferente dos homens que nunca passaram das quartas-de-final de um mundial e foram bem discretos nas Olimpíadas que participaram.

A grande batalha que as jogadoras americanas escolheram travar está fora do campo e é referente a questão salarial em relação ao futebol masculino. Existe uma lógica de mercado do PORQUE os jogadores homens recebem mais que as jogadoras mulheres e isso acontece, pois, os homens rendem mais lucro para os clubes e patrocinadores, consequentemente recebem mais investimentos. Agora segura a emoção pois esse cenário se inverte quando falamos dos EUA, ao contrário do Brasil, a seleção feminina americana gera mais títulos e mais lucros a confederação (US Soccer) do que a masculina. De 2016 a 2018 a seleção masculina rendeu US$49,9 milhões, enquanto a feminina US$50,8. Em março, as atletas entraram com uma ação judicial contra a US Soccer alegando discriminação de gênero institucionalizada.

Seguindo o panorama que temos também no Brasil – um presidente que gosta de usar Twitter – Donald Trump respondeu a jogadora Megan Rapinoe depois da sua fala polêmica para Eight by Eight – “Eu não irei para a porra da Casa Branca, não”. Megan, mostra um discurso que estamos muito acostumados a ouvir “não estou alinhada com o posicionamento do presidente”, “não irei a Casa Branca por causa dos meus valores”, “existe um desalinhamento com a luta das atletas”…

Trump utilizou seu Twitter para responder que Megan deveria primeiro vencer o jogo e depois falar de ir a Casa Branca… O jogo está ganho, agora seguimos aguardando se essa visita da seleção ao presidente irá acontecer.

As americanas mostraram hoje que existe sim bom futebol feminino, sem colocar no Olimpo quem perde jogo, como a mídia brasileira fez quando ainda estávamos na Copa (fica aqui a indicação de um texto sobre o futebol feminino brasileiro). As mulheres devem sim continuar se inserindo nos espaços que não estamos AINDA acostumadas a vê-las como no futebol e na política, mas é por MÉRITO, QUALIDADE e RENDIMENTO (e sem mimimi por favor).