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As críticas infundadas do Renan Santos na Folha (espaço aberto parte 1)

Sessão aberta a elogias e críticas ao movimento

29/07/2019 15h36

O MBL enlouqueceu? A entrevista na Folha deste domingo, 28, onde o coordenador Renan Santos faz um “mea-culpa” pela polarização e pela simplificação do debate político no páis gerou bastante ruído durante o dia e levou o movimento aos trending topics do Twitter durante boa parte da tarde.

Na entrevista, Renan diz que teria espetacularizado menos a política nos últimos anos, que parte da linguagem feita pelo MBL abriu uma “caixa de pandora” de um discurso polarizado extremamente agressivo que acabou com o debate público hoje.

Semana passada, por exemplo, um pedaço da internet pedia a prisão de Moro enquanto outra parte queria o jornalista Glenn Greenwald atrás das grades. Nenhum dos lados, no entanto, com acusações fortes o suficiente para medidas tão drásticas.

Renan termina a entrevista na Folha anunciando que este novo MBL, o “MBL 3.0”, não vai abdicar de seus valores, mas tratará o debate com mais paz e amor.

Nas redes sociais, as reações foram variadas. Houve quem nos chamasse mais uma vez de traidores, de centrão, e que estávamos a caminho de see tornar o novo PSDB. Resolvemos então abrir espaço neste blog para recebermos críticas e elogios em relação à matéria. Quando fiz o Tweet, o tuiteiro Luis de Abreu comentou: “Crítica fechada é fácil, né? hahaha… Aqui no TT está de bom tamanho”. Fica aí o registro.

Vamos aos e-mails: para nosso espanto, muita gente não gostou de nossa autocrítica. E estes comentários não vieram de haters, mas apoiadores e seguidores nossos que defenderam que sempre estivemos no caminho correto.

Rodrigo Maciel achou a autocrítica do MBL infundada e até vitimista, como se fôssemos “homens pedindo desculpas por ser homens”. Sobre a suposta ausência de “debate profundo e democrático”, Rodrigo escreveu: “Totalmente mentira, quem acompanha os videos do mamãefalei e dos debates do MBL sempre soube que o movimento debatia com dados e informações.”

Continua Rodrigo: “A polarização sempre esteve presente no debate politico, antes da fundação do movimento, soou um pouco egoísta da parte do Renan falar que o MBL foi responsável por isso, sendo que claramente desde sua fundação o movimento possui uma coerência invejável. E a polarização é algo NATURAL.”

“A conclusão que tenho é que a autocritica colocou em cheque a credibilidade do MBL. Autocritica se faz com algo que se estar errado. Em nenhum momento o MBL transparece “passação de pano” pra político nenhum.”

Rodrigo é de João Pessoa, na Paraíba, e pede para continuarmos coerentes e sensatos. Agradecemos o e-mail, Rodrigo!

Opinião dissonante foi enviada pelo twiteiro @Cavaleirodocaos . Ele escreveu:

“O problema é que o discurso ‘anti-polarização’ é usado pela galera ‘Iluminada’ que odeia ser confrontada na política porque considera suas ideias como a grande ‘solução’ para o país. Tipo uma Marina ou Tábata Amaral da vida. Curiosamente, gente que era omissa nos anos PT.
Tanto que os elogios à entrevista vem da turma que estava caladinha nos anos de PT, mas que se revolta com qualquer coisa do atual governo.

Exageros? Vocês foram chamados de fascistas para baixo, mas são vocês que se assumem errados? Errada está grande parte da esquerda brasileira que adota essa postura. Buscar o diálogo? Espero que seja inclusive com quem votou em Bolsonaro nas últimas eleições”.

Este será um desafio desse novo MBL: até que ponto vale tentar dialogar com quem só sabe apontar dedo e chamar de fascista? E como será a postura com quem chama o MBL de traidor bumbum-guloso isentão do centrão?

Devido ao alto volume de e-mails recebidos, vamos dividir essa sessão aberta em algumas partes. Amanhã voltamos com mais. Até lá!