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Estudante interrompido, músico frustrado, cozinheiro irregular e fundador (e membro mais controverso) do MBL - Movimento Brasil Livre.
Após derrotar Crivella, Felipe Neto mira PSL; partido do governo se perde no debate…

Ê direita tonta…

09/09/2019 15h59

Ê laiá! Mas esse pessoal não aprende… Incrível como a massa de apoiadores oficiais do presidente — e incluo aí seu partido, deputados e influenciadores digitais — só insiste em errar, a todo custo, sob qualquer pretexto.

Sejamos diretos: o que houve na Bienal do Rio foi um erro. Crivella comportou-se como censor, uma sorte de tiranete oportunista que mais ambicionava a fama nas redes do que o silêncio de seus opositores. Perdeu feio, perdeu rude. Tem horas que temos que aceitar. O “adversário” — se é que podemos chamar assim alguém que teve razão — venceu. Ponto.

A direita lacradora, porém, não desiste. Sabedora do dissabor do prefeito carioca, resolveu ela mesma tomar as dores. E começou desenterrando vídeos de 2010 do youtuber — de uma fase, digamos assim ~ revoltadinha ~ de Felipe Neto. Sem sucesso, claro.

Como de praxe apelaram para os bots e o levantamento da Hashtags. A tag # PaisContraFelipeNeto entrou nos trending topics do twitter — tarefa comum para as hordas governistas — e reiniciou a guerra direita x esquerda envolvendo o youtuber e a censura. É derrota na certa. Explico.

Felipe Neto denunciou o uso de bots na estratagema do PSL. Levou o caso à imprensa, e o partido reagiu da pior forma possível:

“Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa nacional do PSL disse que o partido não iria se manifestar sobre o caso porque é “impossível responder” sem saber se a acusação é contra o diretório nacional ou estadual da legenda. Além disso, afirmou que iria processar o youtuber, o repórter e o UOL, caso este texto fosse publicado “sem apontar provas e sem esclarecer” contra quem é a acusação.”

Os influenciadores governistas não percebem que esta é uma guerra perdida. Mesmo com os volumes inflacionados de suas tags e perfis de ataque, o tema em si é danoso perante o conjunto da sociedade. Ninguém considera razoável a apreensão de um conteúdo como aquele apenas por conta de uma (UMA!) imagem de beijo entre dois homens. Mais: uma apreensão espetaculosa, em meio a uma bienal, com direito a showzinho midiático de um prefeito impopular.

Para a patrulha da mitada, porém, nada disso interessa. A vontade de aparecer e obter números nas redes sempre fala mais alto. Isolam-se na esfera de influência que consideram majoritária na sociedade — mas não é — , e reduzem o debate público a um show de horrores vingativo contra um youtuber atrapalhado que finalmente deu uma bola dentro.

Tanto está falhando que apenas uma postagem de Felipe sobre o tema, com mais de 70 mil curtidas, representa quase o triplo das menções da hashtag levantada. Irão perder para um cara que imita focas para crianças. Eis a base do governo Bolsonaro.

Tá osso, Brasil.