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Escritor de meia dúzia de artigos, comentarista eventual do MBLNews.
AGU propõe ação por improbidade contra Elian Santana

AGU pediu a condenação da vereadora afastada Elian Santana (SD) por improbidade administrativa por fraude em aposentadorias

06/02/2019 07h37

AGU pediu a condenação da vereadora afastada Elian Santana (SD) por improbidade administrativa por fraude em aposentadorias

A Advocacia Geral da União – AGU moveu ação por improbidade administrativa contra Elian Santana (SD), na última sexta-feira (01), na Justiça Federal em São Bernardo do Campo, acusando a vereadora andreeense afastada por fraude em benefícios do INSS apurada na operação Barbour.

Na ação, o procurador Alessander Jannucci pede a condenação da vereadora e dos demais réus no pagamento de R$ 2,8 milhões relativos à 38 benefícios com indícios de fraude, sendo R$ 942 mil por prejuízos diretos aos cofres da Autarquia e R$ 1,88 milhão em multa civil por danos. Também requer o bloqueio de bens dos réus e manutenção do afastamento do cargo determinado na ação criminal.

O procurador destacou a existência de provas da relação direta da vereadora, acusada de chefiar o esquema, com os demais acusados de executar a fraude: ‘perícia de celular, movimentações bancárias e outras informações, objetos apreendidos tanto no gabinete da vereadora como no seu apartamento revelaram uma intensa ligação entre os envolvidos nesta fraude’.

Destacou, também, que: “Foram apreendidos diversos bilhetes, caligrafias muito semelhantes aos dos envolvidos, tratando exatamente de fases do cometimento desta fraude. Aparelhos celulares revelaram, por exemplo, que a vereadora de Santo André chegou, em um domingo à noite, a ligar para o intermediário que praticava as fraudes se ele daria expediente no dia seguinte no gabinete dela. Isso é um fato que revela o dolo dela, a vontade dela, era consciente a prática dessas fraudes”.

Além dos elementos que demonstram a ligação dos envolvidos no esquema de fraude, foram constadas operações realizadas por assessores de envio de valores à Bolívia, por meio de corretora, em favor dos filhos da vereadora que estudavam medicina naquele país: “Durante as investigações, ficou apurado que alguns servidores comissionados do gabinete da vereadora encaminhavam periodicamente valores, por meio de uma corretora, dinheiro aos filhos da vereadora que estudam medicina na Bolívia. Não tem um porquê um servidor comissionado encaminhar rotineiramente valores ao exterior para o filho da vereadora. Isso é inconcebível”.

Elian está afastada do cargo e está em liberdade por decisão do TRF da 3ª região, utilizando tornozeleira eletrônica.