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USPiana, católica, mãe de pet e aficionada por educação e política.
A revolução do Enem: do papel ao computador.

Na contagem regressiva para o fim do Fundeb e do PNE, vamos falar sobre Enem digital.

04/07/2019 13h25

Nenhuma outra frase fez tanto sentido neste dia chuvoso quanto a do Ministro da Educação, Abraham Weintraub: “A imaginação é limite”. A volatilidade do ministério é de espantar gregos e troianos, no momento em que estamos próximos ao prazo final (2024) do Plano Nacional de Educação, este que só concluiu UMA das VINTE metas, o que parece preocupar de verdade o ministro é a maneira que o Exame Nacional do Ensino Médio é feito.

No plano anunciado pelo MEC, intitulado Enem Digital, em 2020 o candidato poderá escolher entre fazer a prova pelo meio digital ou tradicional em papel impresso.  A real intenção do projeto-piloto é fazer toda transição para meio digital até 2026 de maneira progressiva e a estimativa de custo é de R$20 milhões.  

Para o novo modelo de Exame acontecer, será necessário revigorar o banco de questões para aumentar a quantidade de aplicações que ocorrerão durante os anos de transição. A vontade de aumentar o número de edições já é antiga, assim como a metodologia que continuará a mesma dos anos anteriores, mas permitirá a utilização de questões com vídeos e infográficos, um conteúdo mais interativo que não seria possível no papel.

A expectativa para o enem é que 50 mil pessoas participem do piloto em 2020 e a grande promessa é a maior segurança que será utilizada, porém não existe imunidade a fraudes.

Você estudante que fez sua inscrição para o enem fique tranquilo (mas não muito), PREPARE-SE não apenas para o conteúdo do Exame, mas para não entrar para o time dos atrasados do enem 2019.